Vasco receberá cerca de R$ 29 milhões da Globo pelo pay-per-view em 2022; veja comparação com outros clubes





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O Premiere, serviço pay-per-view do Grupo Globo, deve distribuir cerca de R$ 400 milhões aos clubes pelas vendas dos pacotes do Brasileirão 2022. O UOL teve acesso a uma lista com a previsão do bolo a ser pago aos clubes pelo PPV e os respectivos percentuais aproximados de cada time com base nos cadastros de assinantes.

Entre os participantes da Série A, apenas Flamengo e Corinthians possuem por contrato um mínimo garantido que pode extrapolar os valores totais. Nesses casos, a Globo acaba pagando mais caro pelos direitos, sem prejuízo às demais equipes.

Os valores atuais a serem distribuídos pelo PPV da emissora são menores do que os propostos no início do contrato. Em 2019, a previsão era do pagamento de R$ 650 milhões, quantia que subiria para R$ 700 mi no ano seguinte. Mas esses pagamentos fixos estavam condicionados ao acerto com todos os 20 times da Série A — o Athletico-PR não fechou com o Premiere. Além disso, os próprios clubes abriram mão da garantia desses valores em troca da aprovação por parte da emissora da antecipação de receitas.

Essa decisão foi tomada antes de o futebol lidar com a crise provocada pela pandemia em 2020. Os campeonatos foram paralisados por quatro meses, o que provocou perda de clientes do PPV.

A própria assinatura do Premiere passou por transformações nos últimos dois anos. Se antes o canal era majoritariamente vendido por meio de operadoras de TV paga por mensalidades que ficavam entre R$ 80 e R$ 100, dependendo do plano e sem considerar promoções, atualmente o PPV custa em média R$ 59,90 por mês nas maiores prestadoras de TV por assinatura.

Além disso, a Globo intensificou a venda direta por streaming do Premiere por meio do Globoplay e também da parceria com a Amazon. Como mostrou no ano passado a coluna de Rodrigo Mattos, esse tipo de venda reverte 50% da receita líquida aos clubes, enquanto as assinaturas de TV rendem 38% da renda bruta, sem considerar os custos da operação. O PPV, em planos anuais, chega a custar R$ 29,90 por mês nesses players.

Os clubes que possuem mínimos garantidos por contrato se deram muito melhor que os outros. O Flamengo, que em 2019 tinha receita certa de R$ 120 milhões por ano, hoje ganha R$ 160 mi por causa das correções monetárias feitas a partir da inflação no período. No ano passado, a conta que a Globo paga ao time rubro-negro já tinha subido para R$ 144 milhões.

O Corinthians também tem um valor garantido, mas menor que o Flamengo. Em valores de 2019, o Timão contava com receita fixa de pelo menos R$ 80 milhões. Agora esse valor já chegou a R$ 110 mi. Em ambos os casos, o patamar mínimo poderia ser superado caso os clubes ultrapassassem as metas de vendas. As planilhas às quais a reportagem teve acesso não detalham a quantidade de assinantes do PPV, mas o percentual de cada clube.

O Grêmio, que atualmente joga a Série B, também tem mínimo garantido por contrato de PPV, mas não foi possível estabelecer esse valor. Como está na segunda divisão, essa é a única receita à qual o clube tem direito no Brasileirão deste ano. A regra nesse campeonato obriga a escolher entre a receita do Premiere a cota fixa que os demais times recebem, algo em torno de R$ 8 milhões.

Para os times da Série A, o PPV é parte da receita total, que inclui ainda um pacote de TV aberta e outro de TV paga. Em valores de 2019, a soma a ser distribuída correspondia a R$ 1,1 bilhão, valor que hoje é certamente maior justamente por causa das correções pela inflação. Entenda aqui como funciona essa distribuição.

Se fosse considerar apenas os valores por percentuais de vendas do PPV, o Flamengo, que é responsável por cerca de 19% das vendas, receberia apenas R$ 76 milhões, menos da metade do valor que efetivamente vai ganhar por ter isso previsto em contrato. O Corinthians, que tem uma fatia de 12%, levaria R$ 48 milhões. A Globo acaba pagando R$ 142 milhões a mais na soma de ambos apenas pelo compromisso firmado em contrato. Isso ajuda muito a explicar por que Timão e Rubro-Negro ficam tantas vezes exclusivos no Premiere no Brasileirão.





O Palmeiras teve uma garantia mínima de PPV no primeiro ano de contrato, quando chegou a ficar fora do canal nas primeiras rodadas do Brasileirão 2019 por não ter assinado com a Globo antes do início da competição. Na época, a Lei do Mandante ainda não existia e algumas partidas ficaram no escuro. O Verdão naquela temporada levou cerca de R$ 80 milhões. Agora, sem a garantia, deve receber por volta de R$ 32 mi.

Confira abaixo os valores estimados que cada clube deverá receber pelo PPV no Brasileirão 2022, com base na projeção que indica a distribuição de R$ 400 milhões nesta temporada. Os percentuais estão arredondados na maioria dos casos. As quantias podem ser maiores ou menores de acordo com o andamento das vendas do PPV. A Globo paga a diferença causada pelos mínimos garantidos.

– Flamengo: R$ 160 milhões por contrato (seriam R$ 76 milhões por percentual de vendas – 19%)
– Corinthians: R$ 110 milhões por contrato (seriam R$ 48 milhões por percentual de vendas – 12%)
– São Paulo: R$ 36 milhões (9%)
– Palmeiras: R$ 32 milhões (8%)
– Vasco: R$ 29 milhões (7%) – joga a Série B
– Grêmio: R$ 29 milhões (7%)* – joga a Série B e tem mínimo garantido por contrato
– Cruzeiro: R$ 25,2 milhões (6%) – joga a Série B
– Atlético-MG: R$ 20 milhões (5%)
– Internacional: R$ 18,8 milhões (5%)
– Santos: R$ 15,6 milhões (4%)
– Fluminense: R$ 15,6 milhões (4%)
– Botafogo: R$ 14,2 milhões (3,5%)
– Bahia: R$ 8 milhões (2%) – joga a Série B
– Ceará: R$ 3,2 milhões (0,81%)
– Fortaleza: R$ 2,8 milhões (0,7%)
– Coritiba: R$ 2 milhões (0,5%)
– Goiás: R$ 800 mil (0,2%)

-Atlético-GO, Avaí, América-MG, Juventude, Red Bull Bragantino e Cuiabá somam 0,7% do total: R$ 2,8 milhões ao todo

* Não foi possível definir o valor atual do mínimo contratual garantido do Grêmio em 2022.
Fonte: Blog UOL Esporte Vê TV – UOL






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