Dívida atrasa transição da SAF do Vasco; Salgado vai à Ferj buscar solução





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A decisão da Federação do Rio de não abrir mão do pagamento da dívida antes de registrar a SAF virou uma pedra no sapato do Vasco, que já reconhece a possibilidade de atrasar a transição e busca alguma solução a curto prazo. O presidente Jorge Salgado foi à sede da Ferj, na tarde desta terça, tentar resolver a questão. Houve uma sinalização positiva por parte da federação.

Salgado explicou à cúpula da Ferj que o Vasco não tem como quitar a dívida antes do aporte de R$ 120 milhões da 777 Partners, que somente será realizado após a transferência dos ativos para SAF. As partes buscam um acordo, e a questão agora está com os jurídicos do Vasco e da Federação, que trabalham na confecção de um documento em que o Vasco se comprometa a pagar parte do valor imediatamente após receber os recursos do grupo americano.

Há otimismo para que tudo seja solucionado ainda nesta semana. A Federação convocou uma reunião para tarde desta quarta para tratar sobre o pedido de reconsideração do Vasco.

A obrigação de quitar ou repactuar a dívida, descrita no documento de Regulamento e Diretrizes da Ferj publicado em fevereiro, já estava no radar do Vasco, que nos últimos dias vinha tentando negociar essa condição com a federação. Na semana passada, uma delegação vascaína com o CEO Luiz Mello, o VP Jurídico Zeca Bulhões e outros diretores foram à sede da entidade justamente com esse propósito.

Jorge Salgado, presidente do Vasco, em sessão do Conselho Deliberativo do Vasco — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Jorge Salgado, presidente do Vasco, em sessão do Conselho Deliberativo do Vasco — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Havia a expectativa de que a Ferj permitisse ao Vasco efetuar o pagamento depois do registro da SAF, mas uma reunião da diretoria da entidade convocada somente para discutir o assunto decidiu que não poderia haver uma exceção. O entendimento é de que uma decisão contrária poderia ferir a isonomia, já que o Botafogo foi obrigado a quitar sua dívida antes de completar a transição para SAF.





De acordo com o último balanço financeiro divulgado pelo Vasco, em abril deste ano, a dívida do clube com a Ferj era de R$ 6,8 milhões, descrita da seguinte forma:

“São valores devidos, em sua quase totalidade, por pagamentos efetuados pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para despesas operacionais de jogos de futebol, principalmente no exercício de 2017, que não foram ressarcidos à Federação quando da ocorrência dos referidos eventos esportivos, não possuindo taxa de juros contratual”.

Clube teme atrasar salários

A Ferj abriu a possibilidade de repactuação da dívida, ou seja, o Vasco pode pagar um valor de entrada e parcelar o restante. Mas o clube vive um grande problema financeiro no momento, um dos motivos pelo qual tem pressa para concluir a transição da SAF e selar a venda de 70% das ações para a 777 Partners. O primeiro aporte de R$ 120 milhões será feito imediatamente depois disso.

Um adiantamento por parte da 777 para pagar a dívida com a Ferj, no momento, não está nos planos. Uma transição como essa teria que ser tratada como novo empréstimo, com necessidade de aprovação no Conselho Deliberativo.

O Vasco busca uma solução mais rápida. O receio do clube é de atrasar o pagamento de salários – o ge apurou que Jorge Salgado precisou tirar dinheiro do próprio bolso para fechar a folha deste mês. Caso o Vasco não consiga registrar a SAF na Ferj e na CBF esta semana, a próxima janela provavelmente será só depois do jogo contra o Brusque, dia 3 de setembro, quando mês já vai ter virado.

A programação do Vasco era concluir os registro esta semana para, no início da próxima, efetuar a venda dos 70% das ações para a 777. O jogo contra o Bahia, no próximo domingo, portanto, seria o primeiro sob o registro do Vasco SAF.

Fonte: GE







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