Vasco: Veja como foi utilizado os R$ 70 milhões do empréstimo da 777





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Os R$ 70 milhões que a 777 Partners emprestou ao Vasco em março, como parte do memorando de entendimento que havia assinado pelas partes um mês antes, acabaram. A informação consta em ofício que o Conselho Fiscal do clube enviou na semana passada ao Conselho Deliberativo, com cópia para o presidente Jorge Salgado.

A comunicação do Conselho Fiscal faz parte do acompanhamento mensal da movimentação dos recursos do empréstimo e é assinada pelo presidente do órgão, João Marcos Gomes de Amorim. No ofício, o CF diz que verificou “os lançamentos realizados desde a posição anterior” (em maio) e constatou que “na data de 06 de junho de 2022 foram liquidados os recursos”.

Presidente do Vasco, Jorge Salgado, com Josh Wander, da 777 — Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

Presidente do Vasco, Jorge Salgado, com Josh Wander, da 777 — Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

O objetivo do ofício, além de informar sobre o esgotamento do dinheiro, é alertar “para a necessidade de geração de caixa para o curto prazo, visando a continuidade do cumprimento dos compromissos assumidos e programados para o decorrer dos próximos meses”. Em outras palavras, o Vasco terá que operar com recursos próprios daqui para frente.

O documento também sugere que o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Fonseca, leve as informações ao conhecimento dos conselheiros – o que já foi feito. O Vasco foi procurado pela reportagem, mas ainda não respondeu.

Maior parte pagou salários

 

Quando o empréstimo da 777 Partners bateu na conta, o Vasco devia dois meses de salários a jogadores e funcionários, além de férias e 13º do ano anterior. Segundo a discriminação dos gastos feita pelo Conselho Fiscal, quase R$ 25 milhões foram destinados para quitar esses encargos salariais.




Além disso, aproximadamente R$ 30 milhões serviram para abater dívidas de outras naturezas: R$ 15.679.167 foram usados para o pagamento de “acordos e parcelamentos” e R$ 14.287.835 para “amortização de empréstimos”.

R$ 5.168.042 foram gastos em “compra e empréstimo de atletas”. Vale lembrar que Carlos Palacios, maior investimento do Vasco no ano, custou cerca de R$ 8 milhões e teve parte da sua transferência paga com recursos do empréstimo.

SAF ainda não foi constituída

A constituição da SAF do Vasco está em fase de conclusão. O contrato final entre clube e 777 Partiners é aguardado até esta terça-feira, quando termina o prazo de exclusividade da empresa americana. Com o documento em mãos, a Comissão Especial do Conselho Deliberativo terá de 15 a 25 dias para emitir um parecer favorável ou não à aceitação da proposta.

Depois disso, serão convocadas uma reunião no Conselho Deliberativo e a votação dos sócios em Assembleia Geral para aprovação da venda de 70% da SAF à 777. A expectativa do Vasco e da empresa é de que o processo seja concluído até meados de julho.

Veja a discriminação dos gastos do empréstimo:

 

Entrada do empréstimo – R$ 69.707.235

  • Saídas operacionais – R$ 37.351.748 (54%)
  • Salários, encargos e benefícios – R$ 24.303.367 (35%)
  • Despesas com jogos – R$ 477.209 (1%)
  • Custos e despesas diversos – R$ 4.862.252 (7%)
  • Compra e empréstimo de atletas – R$ 5.168.042 (7%)
  • Impostos – R$ 713.936 (1%)

 

Saídas não operacionais – R$ 34.198.119 (49%)

  • Acordos e parcelamentos – R$ 15.679.167 (22%)
  • Taxas e tarifas – R$ 224 (0%)
  • Amortização de empréstimos – R$ 14.287.835 (20%)
  • Amortização de mútuos – R$ 4.230.892 (6%)

 

R$ 1.842.632 restantes foram transferidos da conta do clube para a conta da SAF do clube

Fonte: Ge







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