Torcedor do Vasco na infância, Maurício Souza é apresentado como novo técnico: “Maior desafio da minha carreira”





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O Vasco apresentou oficialmente Maurício Souza como novo técnico do Vasco da Gama. O contrato com o treinador vai até dezembro deste ano. Com ele, chega ao clube o auxiliar técnico João Eduardo.

Maurício, que tem passagens nas categorias de base do futsal do Vasco, revelou ser torcer pela equipe e que sua chegada ao clube é a realização de um sonho de infância.

– Depois joguei futsal no Vasco na equipe adulta. Algum tempo depois, como treinador, comandei a equipe sub-15 de futsal do Vasco. Quando você ver a possibilidade de viver esse ambiente profissional no seu clube de infância… É um sonho que perigo há muito tempo e nunca desisti. É diferente você trabalhar no clube onde você cresceu torcendo, indo ao Maracanã, é diferente. Estou me contendo aqui, mas estou muito feliz nesse momento – contou.

Maurício Souza é apresentado como técnico do Vasco — Foto: Marcelo Baltar/ge

Maurício Souza é apresentado como técnico do Vasco — Foto: Marcelo Baltar/ge

Esta será a primeira oportunidade de Maurício como o técnico efetivo de um time profissional. O treinador admite que será pressionado pela experiência, mas se considera preparado para função.

– Tento tratar com naturalidade porque fui isso que busquei o tempo todo. É o maior desafio da minha carreira. Me preparei para isso. É sem dúvida um desafio muito grade. Sei da pressão que vou encontrar. Estou bem tranquilo, aceito o desafio de forma calma. O tempo todo busquei esse momento na minha vida. Tenho que tratar com naturalidade, entender as possíveis rejeições e buscar os resultados – afirmou.

A contratação foi uma aposta de Carlos Brazil e Eduardo Húngaro, gerente e coordenador do Vasco, respectivamente. Mas que não foi consenso internamente devido à falta de experiência no comando de equipes profissionais. Coube aos dois dirigentes a tarefa de convencer a cúpula vascaína.

Maurício Souza tem 48 anos e comandou o time profissional do Flamengo interinamente em algumas oportunidades e foi auxiliar de Maurício Barbieri no Rubro-Negro em 2018. No entanto, o técnico tem uma trajetória de vitórias na base. Conquistou, como treinador, a Copa São Paulo de Futebol Júnior e o Brasileirão sub-20, entre outros títulos também pelo Flamengo. Seu último emprego foi como auxiliar do Athletico-PR, entre fevereiro e maio deste ano.

A trajetória no maior rival do Vasco, pelo menos no primeiro momento, causa desconfiança em alguns vascaínos quanto ao novo treinador. Maurício revelou ter recebido mensagens de torcedores que não gostaram de sua contratação. Ele afirma ver a situação com naturalidade.





– É paixão, temos que saber lidar com isso. Sei e trato com naturalidade. Um dos meus objetivos aqui no Vasco é, no final, se eu puder, dar um abraço em cada um que mostrou algum tipo de rejeição. Tenho certeza que a vontade deles não é maior do que a minha. Pode ser igual, mas não é maior.

Maurício já comanda o primeiro treino neste terça-feira, em preparação para o jogo contra o Londrina, fora de casa, no próximo sábado.

Veja outros questões respondidas pelo técnico:

 

João Eduardo (auxiliar)

– O Vasco tem buscado para sua comissão o que ele tem de melhor. Tive conversas por zoom com ele. É um profissional capacitadíssimo. Tinha interesse do clube, o meu aval e tenho certeza que ele será muito feliz aqui.

Manter o estilo e conversa com Zé Ricardo

– Vi todos os jogos do Vasco. Não posso chegar aqui e entender que tenho que mudar algo para o resultado acontecer. O Zé Ricardo é meu amigo, temos várias coisas em comum. Mas não vivenciei o trabalho dele. Mas não deixei de notar a intensidade do Vasco em campo. E meu primeiro objetivo é fazer com que o Vasco não perca nada que foi construído até agora. É claro que com tempo cada treinador tem sua peculiaridade. As equipes vão evoluir com o tempo.

Conversei com o Zé. O próximo passo era evoluir alguns setores que ele entendia ser necessário evoluir. O Zé sai, mas toda equipe permanece. Claro que existe diferenças entre os treinadores, mas vamos tentar seguir nesse caminho que está dando certo.

Sonho de criança

– É o maior desafio da minha carreira. É um sonho de criança. Estar dando esse entrevista nesse momento é um sonho. O Vasco não é um convite, O Vasco é uma convocação. Sei que é um momento delicado, mas eu não tinha como dizer não. Quando o Brazil me ligou, eu disse: “Brazil, eu topo”. Claro que falei que não daria para ser um contrato tampão, queria um contrato até o final do ano. Mas não tinha como o meu coração negar um convite do Vasco da Gama.

Experiência

– Fiz parte de comissões e disputei alguns dos campeonatos mais importantes do Brasil. Três Libertadores, dois Brasileiros… Acredito que todo mundo tem que dar o primeiro passo. Tenho que agradecer o Carlos Brazil e o Vasco pela coragem de me bancar. Para muitos, falta experiência. Mas tenho experiência no futebol, tenho experiência em dirigir atletas renomados.

Mudanças na equipe?

– Em relação à conversa com Zé, falamos de uma maneira sobre o processo de evolução da equipe. Ele teve uma ideia, estabeleceu um sistema defensivo muito forte e deu resultado. Depois consequentemente ele pretendia ter um time com mais posse, uma marcação mais alta. Isso já vinha acontecendo. O próprio Emílio Faro falou sobre o mérito do Zé Ricardo no último jogo. O time já vem apresentando uma evolução. Mas não pode parar por aí. Queremos dar seguimento a um time que vem jogando bem e conseguindo resultados. Não cabe a mim chegar aqui e trocar jogadores porque eu gosto. Isso será feito no dia a dia, com quem estiver treinando e jogando melhor.

Rejeição da torcida

– Para falar a verdade, do fundo do coração, entendo todo tipo de rejeição. Não entendo mensagens mais grosseiras e ameaçadoras. Isso é paixão, isso é Vasco da Gama. O torcedor quer o que tem de melhor. Com certeza ele gostaria de ver sentado aqui o Tite, o Guardiola, um treinador de renome. Não trago para o lado pessoal.

Convite para assumir o Vasco

– Honra muito grande ter recebido o convite. Ter sido escolhido depois de todo esses processos e chegaram ao meu nome. Vou dar a minha vida pelo Vasco. Todo empenho para colocarmos o Vasco no lugar que ele merece. O sucesso que o Vasco vem tendo passa por todos processos que o clube tem, todos profissionais que estão aqui. Chegar aqui e encontrar esse ambiente, não tenho dúvida de que facilita o meu trabalho. Sei da grandeza do clube. É um desafio, mas me sinto preparado e confiante de que a gente vai conseguir.




Rejeição em enquete

– É claro que queria chegar aqui abraçado pelo torcedor. Mas não foi possível. Tenho certeza que a gente vai conseguir reverter isso. Quero que a torcida do Vasco tenha a mesma aprovação que tive com a torcida do Flamengo. Entendo a rejeição, não trago pelo lado pessoal. Eu me prepararei e estudei e sei que tenho capacidade para fazer um trabalho que pode render frutos e resultados.

Ideia de jogo ideal

– Gosto de equipe pressionante, que pensar em ter a bola, muito mais pró-ativa do que reativa… Mas entendo também que a equipe tem que te equilíbrio, mas quando descer ou subir a linha. Jogo agrupado. Você pode variar. Minha ideia é que a equipe tenha variações dentro do jogo. Mas a primeira ideia é que pressione o adversário e tenha o controle do jogo com a posse.

Fonte: GE






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