Zé Ricardo revela mensagem da 777 e pede apoio contra o Bahia: “São Januário vira um caldeirão”


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O Vasco pode entrar pela primeira vez no G-4 da Série B, e o jogo contra o líder Bahia, domingo, às 16h, em São Januário, ganhou ares de decisão. Praticamente todos ingressos foram vendidos em 24 horas, e a partida terá casa cheia. Diante do cenário, Zé Ricardo pediu à assessoria de imprensa para dar entrevista. Nesta quinta, ele falou sobre possíveis mudanças, revelou ter recebido mensagem de Sebastian Arenz, head scout do Genoa, da 777 Partners, parabenizando pela vitória sobre o CSA e disse contar com o apoio do torcedor no domingo.

São Januário, nesta Série B, tem sido palco de grandes públicos e apoio, mas também de pressão por grande parte da torcida, insatisfeita com o desempenho do time. Nesta quinta, Zé disse entender as cobranças, mas ressaltou a importância do apoio para fortalecer a equipe. Além disso, reforçou o discurso dos jogadores ao longo da semana e pediu inteligência e estratégia contra o Bahia.

– A gente entende essas emoções todas do torcedor e por parte da imprensa. Queremos melhorar, evoluir e trazer realmente alegria a todos nós vascaínos. Entendo a insatisfação, mas também queremos melhorar em relação à performance. Importante dizer que a torcida está no direito de cobrar, mas fica claro que, quando está ao nosso lado, e ela tem ficado muito do nosso lado, São Januário vira um caldeirão para o nosso adversário.

– Existem equipes bem montadas, com estratégias de jogo, treinadores experientes. Às vezes dão a bola para a gente e tentam passar o tempo para que toda pressão se reverta contra nós. Temos que ter resiliência e perseverança, nosso grupo está começando a entender isso. No último jogo deu para ver isso. Nós não queremos que toda força de São Januário lotado seja uma arma para o adversário, temos que estar conscientes. Estamos traçando uma estratégia para esse jogo – disse Zé Ricardo.

Zé Ricardo, em coletiva de imprensa, no CT do Vasco — Foto: Tébaro Schimidt

Zé Ricardo, em coletiva de imprensa, no CT do Vasco — Foto: Tébaro Schimidt

Zé Ricardo também elogiou o Bahia e seu treinador, Guto Ferreira. Ele reforçou a importância do jogo, citou o aumento da confiança do time após a vitória sobre o CSA, mas reforçou que o Vasco deve ter calma e seguir sua estratégia, uma vez que a Série B está no início e não é necessário ter afobação em campo pelo resultado.

– Não é simples. Não mudaria a importância do jogo contra o Bahia, primeiro por ser um grande clube e segundo por ser uma equipe dirigida por treinador que eu admiro bastante (Guto Ferreira). É uma equipe já foi campeã brasileira, assim como o Vasco. Sabemos que a Série B é muito disputada, mas uma vitória contra o Bahia vai dar os três pontos, que é o que sempre buscamos. Algumas vezes a gente tem estratégias que acabam no fim do jogo no aproximando da vitória, mas, como falei, temos adversários com jogadores perigosos, que se prepararam bem. Continuo dizendo que temos que seguir nosso planejamento, consigo ver estamos querendo muito acertar. A confiança com um resultado positivo realmente aumenta e nos dá a certeza e confirmação que podemos crescer na competição. Mais uma vez: não vamos subir na sétima rodada, temos que estar se possível dentro do G4 sempre.

Além do jogo contra o Bahia, outro tema abordado foi a possível venda da SAF do Vasco para a777 Partners. Zé Ricardo disse ser impossível prever seu futuro no clube caso os americanos assumam, mas revelou ter recebido mensagem Sebastian Arenz, head scout do Genoa, da 777 Partners, o parabenizando por uma vitória recente.

– Eu queria dar uma resposta mais complexa sobre tudo isso, mas não consigo fazer esse exame de futurologia. Temos muita coisa para pensar, nos preocupar. Todos nós sabemos aqui, a gente vive com muita intensidade o dia a dia e preocupados com a sequência da competição, logística. Em qualquer lugar, quando existe um dono novo, são as regras daquela pessoa, daquele grupo. Tivemos aquele contato, eles conheceram o CT, todo mundo aqui. Em um jogo funcionário da 777 esteve aqui mandou mensagem parabenizando pela vitória, eu também retribui parabenizando sobre a virada sensacional do Genoa sobre a Juventus. Mas não sei dizer o que pode ser feito.

O Vasco é o quinto colocado, com 10 pontos, três a menos do que o líder Bahia. Em caso de vitória, no domingo, o time entrará no G-4 da Série B, algo que não ocorreu no ano passado.

Outros trechos

 

Mudança de esquema?

 

Quando tem dois jogadores de lado de campo, eles não são necessariamente apenas de velocidade. Podemos ter um setor mais equilibrado de mais apoio. Não foi o caso desse jogo (CSA), mas certamente estamos sempre avaliando. Já usamos esquemas diferentes na temporada. Com a volta do Juninho, provavelmente ganha qualidade maior na saída de bola, estamos falando de um setor onde tem jogado um garoto de 17, que acabou de fazer 18, e o Yuri, com mais capacidade de marcação e distribuição mais simples. E o Nenê. Temos que observar cada jogo. Se observar que tem outra possibilidade que no dê mais condições, não vejo problema nenhum em alterar. A princípio não é o que a gente pensa

Juninho, Figueiredo e Palácios

 

Entraram bem, principalmente Junior, Figueiredo e Palácios. O Junior com capacidade pequena de jogar, não queríamos forçar a barra. Ele só entra no final, é quanto ele poderia, já saiu bastante cansado. Entendíamos que era um momento que se colocasse mais ritmo, poderíamos criar. Acho que fizemos o gol no momento em que já estávamos criando mais. Pode ser que tenhamos uma mudança, sim, para o jogo de domingo.

Pressionado no cargo?

 

Isso é uma coisa enraizada, essa manhã fiquei sabendo da saída do Pintado. Nosso dia a dia tem que ter consciência de fazer o melhor, deixo claro o orgulho de trabalhar com o Vasco da Gama, vou fazer 110% do primeiro ao último dia em que eu estiver aqui. Vou fazer de tudo ali na beira do campo, vai detalhar ao máximo aquilo que está sob controle. Vamos brigar até o final

Nenê e Palácios juntos?

 

Nenê e Palácios até jogaram juntos em Muriaé, eles ocupam faixas semelhantes no campo. É o campo que vai dizer, o dia a dia que vai me dar essa leitura. Tenho conversado bastante com o Carlitos, o Nenê já conheço muito bem. Acredito que pode haver a possibilidade de eles jogarem juntos. Talvez não por muito tempo, mas em algum momento em que precisamos de mais agressividade, sim.

Erick e Nenê

 

Sobre o Erick, espero contar com ele, já está com a gente no campo, muito provavelmente possamos contar com ele numa parte do jogo. E sobre o nenê, já estamos conversando com ele, ele já entendeu que, da maneira como é a Série B, é necessário às vezes fazer uma alteração. Ele está com dois cartões, então isso (poupar) vai acontecer em algum momento. Vamos ser obrigados a poupá-lo por alguma situação.

Disputa nas laterais

 

Antes de mais nada, a gente confia muito nos nos nossos laterais. Fica numa forma bem clara que temos na esquerda um lateral mais ofensivo e outro mais defensivo, e na direita igual. Isso só traz responsabilidade de trabalhar aqueles que tem mais fraqueza. A volta do Edimar no último jogo teve função tática. A gente detectou eles faziam muitos cruzamentos no segundo pau. O Edimar entrou com isso, teve bom rendimento na questão ofensiva. Tanto que ele foi muito bem avaliado na rodada, e o Riquelme dá exatamente o contrário, aquele volume, aquela leveza na triangulação, que a gente muitas vezes pede. Isso é importante ter essa variação, essas duas opções. É jogo a jogo para poder utilizá-los naquilo que achamos importante. A vinda do Gabriel Dias ajuda o Weverton, eles se completam. Logicamente que a parte da estratégia é só uma parte, a outra parte tão importante ou até mais é aquilo que o jogador tem dentro de si, a confiança e a atitude para executar aquilo com clareza.

Ausência de Zé Santos

 

Sobre o Zé Santos, ele veio numa condição de ter se destacado no campeonato catariense. Até conversei essa semana com ele, tem se dedicado bastante, acho que tem que pegar um pouquinho mais daquilo que a gente pede. É uma posição onde temos jogadores mais a frente dele, como Raniel e Getúlio. E o Figueiredo, que fez boa Copinha e está bem. Então são quatro atacantes. A gente infelizmente só pode escalar 11, só pode levar 23. Da maneira que ele continua treinando é que estamos seguros, quando precisar dele e vai

Vitória sobre o CSA

 

É uma conjunção e fatores, CSA montou uma equipe com jogadores experientes. Sabíamos que eles poderiam fazer alterações porque tinham um jogo de Copa do Brasil. Tínhamos que estar concentrados. De uma forma geral, temos visto jogos de equipes que teoricamente teriam vantagem e não é isso que a gente viu. Notamos dificuldades para todas as equipes. O nível de preparação de todas as equipes evoluiu, isso é muito bom para o futebol brasileiro. Isso faz com que as equipes evoluam. Hoje em dia não tem mais ninguém bobo. Lembrando que o Vasco não conseguiu vencer o CSA no ano passado, é uma equipe que jogou dois anos seguidos e bateu em quinto lugar. Foi por isso que coloquei que provavelmente o jogo seria decidido no detalhe.

Fonte: GE


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