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Euriquinho: ‘O sócio escolheu a SAF. Não tem volta’


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Eurico Brandão e seu pai, Eurico Miranda, na eleição do Vasco de 2014 — Foto: Rafael Moraes

Apenas 48 membros de 150 foram à reunião do Conselho de Beneméritos de terça-feira, em São Januário, para ouvir explicações de representantes da KPMG e da BTG a respeito do processo em andamento para transferir o controle do futebol para a 777 Partners. Foi a primeira reunião do poder depois que os sócios decidiram em Assembleia Geral Extraordinária pela mudança estatutária que permite o clube criar uma Sociedade Anônima de Futebol e repassar seu controle a terceiros.

Entre os que marcaram presença na reunião esvaziada, estava Eurico Brandão, filho do ex-presidente Eurico Miranda. O benemérito, antes combativo nas sessões políticas do clube e nas redes sociais, era, entre os membros de oposição mais conhecidos, um dos que não havia participado até então dos encontros para se discutir e votar a respeito da a mudança.

Euriquinho disse ter ressalvas em relação à criação da SAF. Mas destoou de outros membros da política vascaína de quem se aproxima ideologicamente:

– Não sou um entusiasta da SAF, mas ela foi à votação. Foi aprovada, está definido que ela é o modelo que o Vasco vai buscar. As pessoas têm de aceitar a derrota – afirmou. – Agora é ver como será a proposta da 777. Ela pode ser boa. Pode ser que o Vasco receba uma até melhor. Mas o sócio escolheu a SAF. Não tem volta.


Euriquinho foi vice-presidente de futebol do Vasco na última gestão de seu pai, em 2016 e 2017. Questionado sobre como via a perda de representatividade de conselheiros e dirigentes amadores, com a venda dos ativos da SAF para a 777 Partners, afirmou que acredita que os mandatários do clube associativo seguirão importantes nas decisões da sociedade anônima.

O Vasco manterá 30% das ações da empresa, percentual que poderá cair para 20% se o clube seguir adiante com o plano de vender ativos da SAF para torcedores na tentativa de angariar até R$ 100 milhões.

Opositores da atual diretoria como Euriquinho interpelaram os representantes das empresas de auditoria sobre mecanismos de proteção do clube associativo, incluindo cláusulas de retomada do controle da SAF, caso descumpridas pela 777.

O Vasco promete trazer esses pormenores quando receber a proposta vinculante da 777 Partners. A diligência em vias de ser concluída trará direitos e deveres de ambas as partes, clube associativo e sócio majoritário da SAF. A diretoria espera ter a oferta em mãos até o próximo dia 21.

Herdeiro de Eurico Miranda, dirigente-símbolo de uma era que os sócios do Vasco desejam deixar para trás, Euriquinho acredita que seu pai, falecido em março de 2019, teria ressalvas à SAF.

– Meu pai era de outra época, com outros conceitos. Teria muita dificuldade para aceitar. Mas também era um cara muito inteligente e tentaria debater para chegarmos ao melhor resultado possível. Hoje, atualmente, diante do cenário do futebol, e do ímpeto do torcedor por mudança, chegou o momento. Vai ter de ser feito – afirmou, antes de concluir: – Espero que a SAF consiga fazer o Vasco tão vencedor quanto o Eurico fez.

Fonte: O Globo


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