Zé Ricardo revela “cobrança forte no vestiário” após Vasco sofrer dois gols nos minutos finais


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O Vasco venceu o Nova Iguaçu por 3 a 2, na noite desta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Carioca. O time de Zé Ricardo dominou durante boa parte do jogo, mas a queda de rendimento nos minutos finais redeu sustos com os dois gols do adversário. O técnico analisou o desempenho da equipe em São Januário e revelou cobrança aos atletas após a partida.

– Ter tomado os dois gols no final criou certa tensão na partida, que caminhava para terminar de forma tranquila. Temos uma sequência pela frente, a expectativa era observar alguns jogadores que ainda não tínhamos observado, dar condição de jogo, o que é um desejo nosso, e também tirar os atletas que receberam cartão amarelo. Perdemos um pouco de força sem a bola e demos condições ao Nova Iguaçu de chegar muito próximo ao nosso gol. É um aprendizado, sem dúvidas – destacou Zé, e continuou

– Houve uma cobrança forte no vestiário, o futebol não permite nenhum tipo de acomodação, ainda bem que conseguimos aprender essa lição vencendo a partida. Temos que corrigir, não só o sistema defensivo que vinha bem até os 40 minutos do segundo tempo. A partir do momento que não tem a pressão na bola, acaba estourando lá atrás. Não é o problema da linha de quatro em si, houve falha coletiva nos dois gols, mas agora é descansar e preparar a equipe já com as correções para o próximo jogo.

Zé Ricardo em Vasco x Nova Iguaçu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Zé Ricardo em Vasco x Nova Iguaçu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A última vitória do Vasco em casa havia sido em 16 de outubro de 2021, contra o Coritiba. Desde então, o time jogou outras cinco vezes como mandante, com três derrotas e dois empates. Zé Ricardo enalteceu o resultado positivo em São Januário, que recebeu cerca de cinco mil torcedores nesta noite.

– Sempre muito importante vencer em casa, São Januário é sempre onde a gente espera ter muito apoio da nossa torcida. Esse tempo todo sem vencer aqui incomodava a todos nós, principalmente aos atletas. Mas precisamos estar mais atentos, hoje uma vitória que estava bem desenhada acabou se tornando um pouco dramática em virtude do relaxamento, e futebol não permite isso – afirmou o treinador.

O próximo adversário do Vasco será o Madureira, às 15h30 de domingo, no Estádio Conselheiro Galvão, pela quarta rodada do Carioca. O time está na vice-liderança com sete pontos, mesma pontuação do Flamengo, que tem um gol a mais de saldo.

Outras declarações de Zé Ricardo

 

Nenê

– É um atleta diferente, já com uma idade avançada e que consegue manter um nível ótimo, não só da parte técnica e tática também, obedecendo aquilo que a gente pede, e fazendo métricas físicas que mostram como ele se cuida e é privilegiado. Ainda bem que temos ele do nosso lado, fez uma partida interessante, mas precisamos trabalhar com precaução, já é o terceiro jogo seguido dele. Teve Covid no início da pré-temporada, perdeu alguns dias de treinos, então hoje achamos prudente poupá-lo durante uma parte do jogo. Tê-lo sempre na melhor condição na temporada vai ser muito importante.

Ulisses

– Não posso nem falar que é um menino, porque já está há três anos no profissional. Conversei com ele no início da temporada e falei que chegou a hora de ele mostrar. Estamos com dificuldades ainda de encontrar mais um ou dois zagueiros, e falei que essa era a oportunidade pra ele. Vem correspondendo, lógico que tem muito a melhorar, mas não só ele como outros atletas, com a confiança que a comissão toda deposita nele, vai ganhando condição que pode vestir a camisa titular do Vasco. A manutenção dele e de qualquer atleta vai depender do rendimento. Tomara que possamos trazer outros atletas para a posição para que ele se sinta incomodado e consiga manter o nível de excelência nos treinamentos e nos jogos.

– A temporada é desgastante, temos o principal foco na Série B, com muitos jogos e viagens. O Carioca vai nos mostrar quem realmente pode fazer parte do plantel para o Brasileiro. Já são três jogos em oito dias, contra o Madureira vamos precisar fazer novas observações, não só em virtude de querer ver novos jogadores, mas também ter que trabalhar com um certo tipo de cautela com alguns jogadores que sentem um pouco mais. Estamos alinhados com o pessoal da fisiologia e do departamento médico. Hoje já decidimos poupar o Yuri para a sequência da temporada.

Fôlego do Gabriel Pec

– É um menino privilegiado, tem valências muito interessantes, está se empenhando bastante, outro atleta que tive conversa particular para se preparar tanto nos pré-treinos quanto depois, porque ele precisa dessa condição para jogar bem. Fez mais uma boa partida, cumpriu taticamente, em alguns momentos até um pouco afoito na marcação, precisamos trabalhar isso nele, equilibrar a marcação. É um menino que tem correspondido bem, ouve. Espero que possa desenvolver individualmente, mas que possa também contribuir para a equipe. O objetivo aqui é o Vasco, não é jogador A, B ou C.

– Hoje, apesar do susto no final, é um passo a frente que demos. Não só a vitória, mas o fato da gente ter desligado no final vai servir de material de trabalho e cobrança. Quando nos reapresentarmos vai ser tocado novamente no assunto.

Gabriel Pec em Vasco x Nova Iguaçu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Gabriel Pec em Vasco x Nova Iguaçu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Ferroviária, pela Copa do Brasil, em 2 de março

– Um mês para preparar a equipe para esse jogo é um tempo considerável, acredito que vamos chegar em uma condição ótima para o momento. Serão quase oito jogos nesse mês, que acabam servindo de modelo para o que a gente quer. Vamos tentar trabalhar variações, trabalhar com jogadores que queremos observar, para termos os jogadores no seu melhor para enfrentar a Ferroviária.

Evolução é o mais importante?

– No futebol brasileiro performance e resultado precisam caminhar juntos. Se formos pensar de cabeça fria e em tudo aquilo que o Vasco precisa para a temporada, eu responderia que o importante é mostrar evolução, performance e tentar jogar bem para se aproximar da vitória. Essa é a busca de qualquer treinador. Hoje tivemos uma partida muitas vezes muito próxima do que já treinamos e podemos apresentar, mas em alguns momentos desligamos, ficamos afoitos para fazer mais gols, isso resultou em espaços para o Nova Iguaçu.

– Hoje 50% dos atletas do Vasco vieram da base, mas temos atletas experientes que podem controlar essa ansiedade. Tomamos um gol que custou dois pontos pra gente contra o Boavista, e hoje tomamos dois gols que quase nos custaram a vitória também.

Cinco gols sofridos em três jogos

– É objeto de discussão a questão das carências do elenco. Ainda precisamos reforçar a equipe, buscamos jogadores para fortalecer o grupo. As dificuldades são grandes, queremos trazer atletas que a gente sabe que realmente vão ajudar. A característica que o Yuri Lara tem nenhum outro jogador no elenco tem. A questão da ocupação territorial, do salto na marcação, a chegada forte no tempo certo.

– O Matías se aproxima um pouco, mas ainda é um menino, quer mostrar muito e isso acaba fazendo com que cometa equívocos como faltas bobas. Mas acho que ele entrou ligeiramente melhor do que entrou contra o Boavista, acredito muito nele. é um um jogador que se cuida bastante e tem uma visão crítica legal. São normais os momentos de oscilação, é um processo inicial, só os jogos vão dando experiência. Temos que investir muito no processo e trabalhar com a expectativa de até o fim do Carioca/início do Brasileiro reforçar esse setor também.

Os gols de Vasco 3 x 2 Nova Iguaçu, pelo Campeonato Carioca

Opções de velocidade

– A gente está num processo, são 12 jogadores novos no elenco. No último jogo do Vasco em 2021, contra o Londrina, se não me engano só continuam jogando o Nenê e o Pec. Esse entrosamento não vai acontecer da noite para o dia, só através dos jogos e das correções. O Vasco sabe as peças que faltam, o limite para se contratar é grande e respeito muito isso. Acaba desabando em cima de mim essa cobrança, mas tem muita reponsabilidade das pessoas acima, que sabem que precisam ser agressivas, mas sem fazer o clube sofrer. Precisamos de criatividade e equilíbrio. Não adianta contratar e não conseguirmos arcar com nossas responsabilidades.

– Sei que a torcida quer ver vencer sem tomar gols, com velocidade, contenção, outras peças que talvez faltem. Taticamente a gente teve como estratégia hoje os lançamentos, porque o Nova Iguaçu tem marcação de linha alta, e o terceiro gol saiu nessa situação e poderíamos ter feito mais depois, mas as trocas eram necessárias, faz parte do processo. Era o momento de observarmos os jogadores, não me arrependo de nada, a situação faz a gente correr esses riscos.

Luis Cangá

– A possibilidade é grande dele estrear na próxima partida, a gente ainda vai ver como está a condição do Ulisses e do Anderson Conceição, que jogaram três jogos seguidos. A ideia é fazer com que um ou outro descanse.

Inversão dos pontas

– Eu estou pregando com eles que nossa equipe se molde ao jogo, ao adversário, ao contexto da partida. Achamos que trazer o Pec para o lado esquerdo poderia trazer mais vantagem, ele começou muito bem, realmente levou vantagem. São pequenas ações que passam despercebidas, mas ele cumpriu, por isso enalteço a atuação do Pec. Ele vem em evolução e espero que possa manter a pegada, porque tem talento e pode ajudar demais o Vasco. O trabalho nas categorias de base do clube é muito bem feito.

Fonte: GE

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