Vascaíno divulga empadão da avó na web e ‘bomba’ de vendas em São Januário


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Quem não gosta de uma comida de avó? Foi com essa lembrança saborosa na mente que o vascaíno Jonathan Valentino Costa da Silva, 23 anos, morador de Mesquita, na Baixada Fluminense (RJ), teve a visão empreendedora de fazer com que o famoso empadão de sua avó Elaine deixasse de ser algo exclusivo da família para se tornar uma iguaria a toda a torcida cruz-maltina na porta de São Januário.

“A ideia surgiu no sábado passado de uma maneira muito aleatória. Eu não estava planejando ainda vender. Aí, no domingo, fui na casa da minha vó para vê-la, conversar algumas coisas e sugeri isso. E ela falou: ‘meu neto, o que você decidir, estou de acordo’. E aí surgiu a ideia e pensei: ‘tenho que colocá-la em prática'”, declarou Jonathan ao UOL Esporte.

No segundo passo, o jovem fez uma postagem em seu Twitter testando a aceitação dos vascaínos em relação à ideia. “Vou começar a vender empadão nos jogos em que o Vasco jogar em casa. Será que a torcida vai chegar junto?”.

A publicação despretensiosa teve um efeito inesperado para Jonathan. Em pouco tempo, perfis vascaínos passaram a divulgar a postagem e rapidamente ela viralizou.

“Não esperava esse abraço da torcida do Vasco, foi algo inesperado. Eu postei na segunda, fui trabalhar, aí o tempo foi passando, veio a terça, e aí eu vi como estava a ‘parada’. Ela tomou uma proporção gigantesca, superou todas as minhas expectativas que, a princípio, eram baixas. O que posso dizer é que foi incrível sentir esse abraço da torcida do Vasco”, disse.

Com a ideia aceita, Jonathan arregaçou as mangas e correu contra o tempo se desdobrando entre o corre dos empadões e seu trabalho no dia a dia.

“O ponto chave para eu vender foi a divulgação, porque foi algo tão importante, tão inesperado pelo tamanho que foi, que isso me motivou a vender na quarta-feira [dia do jogo entre Vasco e Nova Iguaçu]. Minha grande motivação foi querer retribuir todo esse carinho da torcida comigo. Então, eu corri atrás para fazer as coisas o mais rápido que eu pude. Para poder retribuir esse carinho, que foi algo lindo. Serei eternamente grato à torcida do Vasco por isso”, enfatizou.

Vendeu todos os empadões rápido

No dia do jogo, Jonathan partiu de Mesquita para São Januário de trem, com todo o cuidado para que os empadões – também chamados de “tortas” em outros estados – chegassem intactos no local de venda.

“Levei os empadões numa bolsa grande e, dentro dessa bolsa, coloquei uma caixa para não quebrar, amassar, todo um cuidado para não danificar o empadão. O caminho foi até bem engraçado. Quando eu estava indo, encontrei um vascaíno na minha frente e aí, ao invés de pegar para a Central do Brasil, fui no sentido contrário. Aí, me liguei que tinha que ir para o outro lado e ele [vascaíno] me ajudou, desceu da plataforma, segurou a bolsa para mim e fui em diante. Acabou que trocamos ideia e ele foi o meu primeiro cliente da noite”, se recordou.

Ao chegar em São Januário, Jonathan se localizou na praça Carmela Dutra, bem ao lado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Barreira do Vasco e em frente ao estádio. No total, levou 50 empadões ao preço de R$ 8 a unidade, já com um guaraná natural incluso. As vendas foram um sucesso.

“As vendas tiveram uma alta quando eu cheguei, depois deu aquela tranquilizada do nada, como se desse um estalo, apareceu um monte de gente comprando. Eu levei 50 empadões e durou até uma hora antes do jogo, foi muito legal”, disse o vascaíno, que depois entrou no estádio para a assistir à vitória do Vasco por 3 a 2.

Sobre reação da avó: ‘gratificante vê-la o quanto ficou feliz’

Como não poderia deixar de ser, sua avó Elaine ficou feliz e orgulhosa com o sucesso de vendas de seu empadão pelas mãos do intrépido neto.

Jonathan e sua avó Elaine, a reponsável por fazer os "EmpaJhons" vendidos na porta de São Januário - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal“A reação da minha avó foi a melhor possível. Tanto dela quanto da minha tia, que me ajudou também. Muito bom e gratificante ver o quanto ela ficou feliz. Ficou preocupada, óbvio, mas ficou feliz. Foi incrível, ela se desdobrou para fazer os empadões certinho, no horário. Foi tudo bem feito, muito bem preparado. Ela gostou muito. Ficou muito feliz”, disse o neto.

Com a qualidade aprovada, os vascaínos apelidaram os empadões de Jonathan de “EmpaJhon”, nome que o próprio adorou. Agora ele pretende aumentar progressivamente a produção para as próximas partidas do Vasco em São Januário.

“Os planos agora são manter esse foco, a pegada, continuar atraindo mais clientes e fazer com que a torcida tenha, de fato, uma opção dentro da Barreira. Que possam saber que vai ter alguém lá, todo jogo em casa, vendendo empadão. Que eles possam comprar e divulgar, pois não serei só eu que irei ganhar nisso, mas minha avó também”, declarou Jonathan, estipulando suas metas:

“Todo mundo falou que estava bom, gostoso, bem feito. Agora quero fazer em quantidades maiores. Contra a Portuguesa [dia 9], quero colocar 70 empadões, e contra o Botafogo [dia 13], 100. E assim por diante, melhorando sempre e crescendo cada vez mais.”

 

 

EmpaJhon para Anderson Conceição

Zagueiro Anderson Conceição tem uma tatuagem no braço esquerdo com a frase: "Minha mãe, minha vida" - Rafael Ribeiro / Vasco - Rafael Ribeiro / Vasco

Para finalizar a reportagem, o UOL Esporte perguntou a Jonathan qual jogador do atual elenco do Vasco ele gostaria de presentear com seu empadão, ou melhor, com o EmpaJhon. E o jovem vascaíno escolheu o zagueiro Anderson Conceição, contratado para esta temporada e que tem sido titular com o técnico Zé Ricardo.

“Eu escolheria o Anderson Conceição. É um cara batalhador, guerreiro, cria da base do Vasco, que voltou para o Vasco para ser protagonista e tem sido. Então, eu mandaria para ele esse empadão. Seria muito legal. Um momento muito maneiro e marcante”, vislumbrou.

Curiosamente, Anderson Conceição concedeu, até aqui, a entrevista coletiva mais emocionante da temporada do Vasco logo em sua apresentação, justamente quanto tocou num tema familiar, quando lembrou dos momentos de dificuldade na base e as promessas feitas à sua mãe. Em seu braço esquerdo, inclusive, o zagueiro possui uma tatuagem com a frase: minha mãe, minha vida.
Fonte: UOL
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