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Mercedes retorna ao prata com o W13, em busca do eneacampeonato na F1 2022


A atual campeã de construtores da Fórmula 1, a Mercedes revelou nesta sexta-feira o W13, carro com o qual disputará a temporada 2022 da categoria – a começar em 20 de março, com o GP do Bahrein. O modelo resgatou o tradicional prata da marca, temporariamente retirada em 2020 e 2021 para a adoção do preto em lembrança à luta antirracista no esporte.

O time seguirá com o heptacampeão Lewis Hamilton em seu décimo ano de parceria – e o próprio esteve presente no lançamento, encerrando de vez os rumores sobre sua aposentadoria. Ele receberá como companheiro o britânico George Russell, egresso da Williams e substituto de Valtteri Bottas, que representou a Mercedes entre 2017 e 2021 e agora integra a Alfa Romeo.

W13 Mercedes F1 2022 — Foto: Divulgação

W13 Mercedes F1 2022 — Foto: Divulgação

O modelo é apenas um vislumbre das mudanças promovidas pelo novo regulamento técnico da F1. O primeiro contato real com os carros e os efeitos em seu desempenho na pista serão vistos apenas na pré-temporada de Barcelona, no Circuito da Catalunha, de 23 a 25 de fevereiro.

Embora tenha perdido o título de pilotos para Max Verstappen e a RBR, o time alemão saiu de 2022 com um octacampeonato e busca, em 2022, manter sua hegemonia; o time é dono de uma das maiores da história da categoria, com oito títulos consecutivos desde a introdução dos motores híbridos, em 2014.

De lá pra cá, foram 110 vitórias e 231 pódios, ao longo de sete anos consecutivos. O desafio, porém, é manter-se competitiva em um ano de novo regulamento e gerir bem o desempenho dentro e fora da pista de sua nova formação de pilotos, com a chegada de Russell.

W13 Mercedes F1 2022 — Foto: Divulgação

W13 Mercedes F1 2022 — Foto: Divulgação

O britânico conquistou um pódio em 2021 pela Williams, com o segundo lugar no GP da Bélgica. Esse, porém, não será seu debute na Mercedes; Russell substituiu Hamilton no GP de Sakhir em 2020, quando o heptacampeão testou positivo para a Covid-19, e chegou a brigar pela vitória antes de ter sua corrida prejudicada por um erro duplo no pit stop e um pneu furado. Ele terminou em nono lugar.

Outra questão a ser enfrentada pela octacampeã de construtores é superar os problemas que atrasaram o time no começo de 2021, como a própria confiabilidade do carro e o desempenho do motor – problema que acompanhou Hamilton e Bottas até as últimas corridas da temporada passada.

Esses empecilhos potencializaram o crescimento da RBR e de Verstappen, que vinham na melhor fase do time austríaco desde o começo da era híbrida.

A foto oficial da Mercedes, octacampeã do Mundial de Construtores na Fórmula 1 em 2021 — Foto: Hasan Bratic/DeFodi Images via Getty Images

A foto oficial da Mercedes, octacampeã do Mundial de Construtores na Fórmula 1 em 2021 — Foto: Hasan Bratic/DeFodi Images via Getty Images

A Mercedes também encara um desfalque em seu corpo técnico em um ano de mudanças estruturais essenciais na F1; pelo menos 50 profissionais de Brackley foram contratados pela RBR para o projeto de desenvolvimento de seu próprio motor. Entre eles está o agora ex-chefe de engenharia mecânica da equipe octacampeã, Ben Hodgkinson.

O time alemão tem como diretor técnico desde 2021 o engenheiro Mike Elliot, substituto de James Allison – que agora gerencia a divisão dentro da montadora.

O que muda?

 

A temporada 2022 introduzirá o novo regulamento técnico da Fórmula 1. O carro novo terá uma asa dianteira maior e integrada com os pratos laterais, calotas nas rodas e aletas cobrindo os pneus, além de refazer completamente o design da asa traseira.

W13 Mercedes F1 2022 — Foto: Divulgação

W13 Mercedes F1 2022 — Foto: Divulgação

Uma das novidades é a volta do conceito de efeito-solo, no qual a maior parte da pressão aerodinâmica é gerada pelo assoalho do carro e não pelas asas e demais apêndices. A expectativa é que os monopostos andem mais próximos, sobretudo nas curvas, o que vai gerar mais disputas na pista.

Outra mudança importante nos carros de 2022 é a adoção de pneus maiores, indo das 13 para as 18 polegadas. Com isso – e as modificações aerodinâmicas -, espera-se que os bólidos fiquem pelo menos 0s5 mais lentos.

Fonte: Ge

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