Clubes têm proposta de grupo que quer operar liga e investir R$ 4,2 bi


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A potencial liga de clubes do futebol brasileiro tem novo grupo interessado em cuidar de sua operação. As empresas LiveMode e 1190, em conjunto, estão apresentando a dirigentes de primeira e da segunda divisões uma proposta, cujos detalhes foram obtidos pelo ge.

Esse grupo pretende estruturar a liga, que representaria todos os clubes da elite em negociações comerciais, incluindo direitos de transmissão e patrocínios do Campeonato Brasileiro. Como estímulo para que dirigentes entrem no projeto, as empresas sinalizam com a entrada de um sócio, que compraria uma participação sobre esse negócio.

De acordo com a proposta apresentada a dirigentes, esse investidor aportaria US$ 800 milhões em troca de 20% da liga de clubes, por um período de 50 anos, que vigoraria entre 2025 e 2074. Com o câmbio atual, o valor corresponderia a R$ 4,2 bilhões. O dinheiro seria repassado aos clubes em três parcelas anuais: 2022, 2023 e 2024.

Em outras palavras, esse dinheiro seria distribuído aos clubes, mediante participação sobre receitas futuras. O acordo seria similar ao que a LaLiga, liga espanhola, firmou com o fundo de investimentos CVC.

Campeonato Brasileiro — Foto: infoesporte

Campeonato Brasileiro — Foto: infoesporte

A liga teria como principal propriedade comercial os direitos de transmissão do Brasileirão e da Série B. Esses direitos foram vendidos para a Globo até 2024. Agora, em 2022, dirigentes devem começar o processo de venda do ciclo que terá início em 2025.

Para se resguardar em relação a essa venda – pois clubes que vendam separadamente seus direitos acabariam por desmantelar a liga, antes mesmo de ela existir –, as empresas propuseram aos dirigentes uma espécie de direito de preferência. Caso apareça alguma oferta por direitos de mídia referentes ao período desejado, entre 2025 e 2074, esse investidor teria o direito de cobrir a oferta, dentro de um prazo de 30 dias.

Por enquanto, LiveMode e 1190 mantêm o nome do investidor sob sigilo. As empresas querem que os clubes primeiro assinem um acordo vinculante (que estabelece obrigações) em relação à liga, para depois dar mais detalhes sobre de onde virá o dinheiro e quais serão as garantias.

Procurado pela reportagem, o grupo confirmou a proposta aos clubes, mas preferiu não entrar em detalhes em relação a valores e prazos.

– A LiveMode e a 1190 confirmam que estão apresentando aos clubes das Séries A e B uma proposta firme de investidores financeiros para viabilizar a estruturação comercial da liga nacional de clubes.

 

Concorrência entre operadores

 

À medida que LiveMode e 1190 movimentam suas peças neste tabuleiro da futura liga de clubes, o jogo que vinha se desenhando nos bastidores fica um pouco mais complexo. Além desse grupo, havia outros dois que tinham se apresentado aos dirigentes como potenciais operadores.

Esses executivos tiveram a oportunidade de se apresentar a cartolas em junho de 2021. Um grupo é liderado pelo advogado Flavio Zveiter e por Ricardo Fort, ex-executivo da Coca-Cola. A empresa desses profissionais foi posteriormente batizada Codajas Sports Kapital.

Outro tem a liderança da auditoria e consultoria KPMG, com participação da agência Dream Factory e do advogado Pedro Trengrouse.

Naquela ocasião, no ano passado, a LiveMode também teve tempo para falar de seu projeto aos dirigentes. No entanto, ainda não havia detalhes sobre sua proposta. A impressão que se tinha era a de que a empresa estava atrás das demais pretendentes nessa concorrência informal.

Após seis meses, a situação mudou. Zveiter, que sinalizava o aporte de US$ 1 bilhão em troca de 25% da liga, encerrou a negociação que mantinha com o fundo Advent – de onde viria de fato o dinheiro. O assunto havia esfriado nos bastidores. Agora, volta a esquentar.

Quem são

A LiveMode foi formada por um grupo de ex-proprietários e ex-executivos do Esporte Interativo, canal de esportes que foi vendido para a Turner na década passada. Edgar Diniz, Sergio Lopes e Mauricio Portela são os três nomes à frente do negócio.

Hoje, a empresa assessora a Federação Paulista de Futebol (FPF) na gestão comercial do Campeonato Paulista. O estadual passou por reformulação em relação ao modelo comercial. Além disso, a LiveMode faz a gestão da Copa do Nordeste e é a agência exclusiva da Fifa na comercialização dos patrocínios regionais da Copa do Mundo de 2022.

A 1190 foi fundada por Hernán Donnari e David Belmar. O primeiro é argentino e foi vice-presidente executivo da Fox Sports para a América Latina. Na Argentina, ele esteve diretamente envolvido na compra de direitos de transmissão da liga de clubes nacional – que posteriormente acabaria ruindo e sendo desfeita. O segundo, chileno, foi CEO do Canal 13 e COO (chief operating officer) da Televisão Nacional Chile (TVN).

Em agosto de 2020, a 1190 se tornou a empresa responsável por vender os direitos internacionais do Brasileirão e da Série B para o exterior. O contrato firmado tem quatro anos de duração, entre 2020 e 2023.

Fonte: GE

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