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Reunião no Cruzeiro termina sem solução para atrasados


A reunião entre o presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, e empresários terminou sem um desfecho para a resolução dos salários atrasados. O encontro durou cerca de três horas e teve a presença do principal patrocinador celeste, Pedro Lourenço. Uma nova conversa foi marcada para esta terça-feira e terá como assunto principal resolver boa parte dos vencimentos dos funcionários do clube.

Além de Pedro Lourenço, que não esteve presente na reunião de sexta-feira passada porquê estava fora do Brasil, o empresário Regis Campos e Paulo Henrique Pentagna participaram do encontro. O time mineiro precisa de R$ 9 milhões para colocar os atrasados em dia. Esse número inclui jogadores e funcionários do clube, e envolve salários, férias, FGTS e também parcelas do 13º salário de 2020.

Paralelo aos problemas extracampo, os jogadores voltaram aos treinos nesse domingo, mesmo com os salários em atraso. Nesta segunda-feira, os atletas participaram de atividades na Toca da Raposa já pensando no duelo contra o Avaí, na Ressacada, na próxima sexta-feira.

Na pauta do encontro, não estavam as dívidas além dos salários em atraso. O Cruzeiro tem outros débitos, como o transfer ban na FIFA, e não tem garantias se terá dinheiro para fechar o ano sem atrasar novamente os pagamentos. A ideia é procurar maneiras de levantar o dinheiro para quitar a situação das folhas em aberto.

Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo

Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo

Entenda a crise

 

Após empatar com o Botafogo no Independência, e ver como quase impossível o acesso à Série A para 2022, os jogadores do Cruzeiro emitiram carta ao torcedor, informando que não iriam treinar, em protesto contra os salários atrasados.

Enquanto isso, o presidente do clube, Sérgio Rodrigues, estava em Portugal para ministrar palestra em um evento de gestão de futebol na capital Lisboa. O mandatário retornou ao Brasil na quinta-feira, tendo que lidar com a greve. Se reuniu na sexta com empresários parceiros, dando início à busca por uma solução. Também conversou com lideranças do elenco.

No mesmo dia, Sérgio Rodrigues se manifestou explicando viagens à Europa e também dando como exemplo de gestão o rival Atlético-MG, na qual quatro empresários ricos participam ativamente do dia a dia do clube.

No domingo, os jogadores do elenco profissional já voltaram aos treinos na Toca da Raposa II. A diretoria apresentou um detalhamento da dívida com funcionários e atletas: R$ 9 milhões.

FOnte: GE

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