CEO evita projeção com Série B em 2022 e cita recusa a patrocínios baixos: "Vasco é grande onde estiver" - ValeSeuClick.com - Notícias do mundo inteiro, em tempo real

CEO evita projeção com Série B em 2022 e cita recusa a patrocínios baixos: “Vasco é grande onde estiver”



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Contratado em janeiro para exercer cargo até então inédito na história do Vasco, o CEO Luiz Mello chegou ao clube para integrar departamentos, enxugar custos e otimizar processos. Em seu décimo mês em São Januário, o dirigente foi o convidado do Podcast GE Vasco.

Além de explicar como funciona sua atuação, Mello abordou a dificuldade de captar patrocínios, detalhou como coordenou o processo de cortes de pessoal e respondeu se tem influência ou não nas decisões do futebol.

Em entrevista ao ge em janeiro, Luiz Mello afirmou que um de seus grandes objetivos era a obtenção de novas receitas para o Vasco. Após 10 meses, a direção vascaína pouco avançou na busca por patrocinadores. O CEO reconhece que o uniforme poderia ter recebido novos parceiros, porém afirma que aceitar qualquer tipo de proposta não está de acordo com os conceitos da gestão.

– É um trabalho que a gente vem fazendo com o marketing, em conjunto com outras áreas. E aí a gente precisa ser realista em alguns momentos. A gente tem que reposicionar a marca, e a torcida do Vasco é engajada independentemente de onde eu esteja, Série A ou Série B. A gente recusou propostas de gente que falou que queria pagar um valor na Série A e outro na Série B. Quando eu paro para analisar esse patrocinador, eu falo: “O Vasco é grande independentemente da série em que ele está”. Qual é a sua régua de comparação? É audiência? Eu estou dando audiência no domingo às 16h na Globo. Já tive alguns jogos lá.

Luiz Mello é CEO do Vasco desde a chegada de Jorge Salgado — Foto: João Pedro Isidro/Vasco

Luiz Mello é CEO do Vasco desde a chegada de Jorge Salgado — Foto: João Pedro Isidro/Vasco

– A sua régua de mensuração é impacto no Twitter? Eu sou top 5 na América. Eu estou top 3 no YouTube, falando só do mês de setembro. Então o que você acha que eu não entrego na Série B que você gostaria de ter? Aí eles dizem: “Ah, não, mas você tem que entender o mercado”. E eu respondo: “Amigão, eu vendo o Vasco”. Esse é um posicionamento interno nosso de que o Vasco é grande, independente de onde estiver.

 

Mello insiste que muitos dos potenciais parceiros barganharam o fato de o Vasco estar na Série B. Esse argumento nunca foi aceito por ele ou pelos profissionais do marketing, pasta tocada pelo vice-presidente Vitor Roma.

– Por um lado, a gente precisa do recurso, mas eu também não estou tão desesperado a ponto de aceitar qualquer proposta. O Vasco é um dos top 5 nacionais. Vocês estão vendo o que acontece quando a gente analisa Nordeste. A gente vai jogar de mandante nas próximas rodadas. Com exceção de um ou dois jogos, o Vasco vai ter maioria de público. Seria leviano da minha parte vender essa marca tão respeitada e com tanto valor com base na série que estou. Eu sei o tamanho do Vasco, eu sei o valor do Vasco.

– Não estou atrás de qualquer patrocínio, de qualquer dinheiro ou de qualquer marca. A gente sabe que o Vasco tem uma história e um valor. Eu quero vender o Vasco, mas com todas as suas nuances. O problema é que não é tão rápido. Se tivesse aceitado qualquer proposta, eu provavelmente já teria uma camisa que valeria mais do que a do ano passado, mas ao mesmo tempo eu acho que não estaria utilizando todo o potencial do clube e da torcida.

Série A ainda é o foco dos gestores que planejam 2022

 

Embora saiba da necessidade de se trabalhar com dois cenários – o de volta à Série A e o da permanência na B -, Luiz Mello aponta o caminho do acesso como o único tratado até agora por ele e seus pares. A continuidade na Segunda Divisão é uma hipótese possível, mas esse tipo de conversa é evitado internamente segundo o CEO.

– A gente trabalha com cenários e fluxo de caixa. Tem reuniões de fluxo de caixa onde consigo enxergar as próximas 13 semanas do clube. Já penso nas viagens do Náutico, a de Campinas, e nos planejamos para separar parte dos recursos para isso. Internamente a gente ainda está no pensamento de que o Vasco precisa subir. A gente entende as dinâmicas do futebol, mas está na ideia de que o Vasco tem condições não só no campo. A chegada do Diniz mostra que os jogadores entenderam, está todo mundo imbuído no mesmo sentido. De que o Vasco vai subir.

Confira outro tópico importantes abaixo, mas a entrevista na íntegra, como você sabe, só dando play no “Podcast GE Vasco 156”:

Você foi um dos responsáveis por coordenar o enxugamento no clube, com 186 funcionários demitidos em março, decisão que foi alvo de muitas críticas. Você pode detalhar como funcionou esse processo?

– Eu vim de um mercado de consultoria. Sempre fazemos um diagnóstico. Levei mais ou menos um mês para entender o que era o Vasco, a quantidade de pessoas por departamento, como poderíamos melhorar os processos. Chegamos à conclusão de que o Vasco tinha muita gente e resolvemos analisar pessoa por pessoa, se era necessário ou não. Descobrimos, por exemplo, pessoas que estavam afastadas por INSS e não precisavam estar mais aqui.

– A temporada de 2021 foi muito atípica porque estávamos em reta final de Campeonato Brasileiro. Então qualquer decisão que a gente tomasse poderia impactar no futebol. Resolvemos esperar. A partir do momento em que o rebaixamento foi concretizado, passamos a tomar decisões. Era uma questão financeira. A partir do momento em que você tem R$ 100 milhões a menos, como eu mantenho um clube? Tínhamos que focar no que realmente era importante para o clube atingir todo seu potencial.

– Acabamos focando em algumas áreas. O futebol é o nosso foco, a base é um foco. O esporte olímpico, por exemplo, tem que ser autossustentável. Analisamos com lupa cada gasto, tivemos que fazer reajustes de áreas. Analisamos pessoa a pessoa, valor a valor, no quadro móvel. Reduzimos em mais de 55% o headcount (número de funcionários), reduzimos em mais de 50% o valor que pagávamos em um jogo sem público. Quando vi o quanto custava um jogo sem público, vi que não fazia sentido. Por que eu precisava desse pessoal todo? Me falaram que sempre foi assim. Eu disse que precisávamos questionar cada pessoa, cada valor.

– Não lembro os números exatos. Mas tínhamos quase 80 pessoas trabalhando em um jogo sem público. Por quê? É lógico que eu preciso ter faxina, manutenção, um eletricista. Mas não precisava de 10 pessoas da limpeza. A gente só tinha pessoas na “tribuninha”. Analisei o valor pago com base no mercado. Não tive nenhum problema para perguntar aos outros três clubes (do Rio) qual valor eles pagavam. E nós pagávamos mais do que todos os outros. Tivemos que fazer uma redução, o que gerou uma economia.

Fonte: GE

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