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Alexandre Pássaro diz que quedas para a Série B ‘não ensinaram nada ao Vasco’; ouça

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Um dos homens por trás do projeto que tenta recolocar o Vasco na elite do futebol brasileiro, Alexandre Pássaro abriu o jogo sobre a chance de retorno do clube à primeira divisão nacional na próxima temporada. O advogado, que desde janeiro ocupa o cargo de executivo de futebol na Colina, tem sido peça-chave nos bastidores da Colina.

Convidado da vez no episódio #23 do podcast Rolou o Melão, conteúdo original da ESPN Brasil com Gustavo Zupak, Eugênio Leal e Mário Marra, o dirigente afirmou que o retorno à Série A em 2022 não passa, primeiramente, pelo lado financeiro.

“Acho que a necessidade de o Vasco subir é maior do que a necessidade de dinheiro que o acesso concede. O Vasco precisa subir para que não fique mais tempo distante, não só do dinheiro, mas de sua história, dos seus valores, da sua torcida, do seu tamanho”.

“O Vasco na Série B, e pela quarta vez nos últimos anos, é um desalinhamento gigante entre tamanho, torcida, história e a realidade. Isso é muito triste. As outras quedas com certeza não ensinaram nada ao Vasco. A gente espera que essa nos ensine e que o Vasco não passe por isso novamente”, disse Pássaro, que também apontou um aporte maior de dinheiro como um fator fundamental para o retorno à elite nacional.

Clique no player abaixo e ouça a entrevista NA ÍNTEGRA.

“Sobre o ponto de vista financeiro, que acaba sendo secundário nesse momento, seria muito bom. Um acelerador de todo o projeto traçado pela gestão do Jorge Salgado que o Vasco subisse. Na verdade, esse já é um ano de atraso. Mas acabou sendo, por outro lado, uma oportunidade para fazer um ajuste mais radical do que a gente teria que fazer na Série A. O Vasco precisa subir por seu tamanho, importância. E será muito bom que suba. Outro ano na Série B será mais difícil ou mais do que esse”.

Embalado por três vitórias seguidas, o Vasco está a apenas cinco pontos do Goiás, que abre a zona de classificação para a Série A em 2022. Segundo Pássaro, no entanto, a matemática do clube não se baseia apenas em acompanhar o G4. Há um ‘número mágico’ que pode deixar a equipe perto de voltar à primeira divisão.

“Antes de começar o campeonato a gente pegou praticamente os últimos dez anos, e o que a gente encontrou é que 64 pontos acaba sendo praticamente o número mágico. 32 pontos no primeiro turno e 32 no segundo. Com a exceção de um ano, se não me engano, em que o 4º colocado subiu com 65. Então, por amostragem, a gente entente que acaba subindo com 64 pontos. Essa é uma conta final que a gente faz, mas hoje fazemos a conta jogo a jogo. Mas a gente sabe que para ter alguma segurança lá no fim precisamos chegar a 64 pontos”.

“Agora, a gente sabe também que essa Série B está sendo uma das mais equilibradas dos últimos tempos. Tem muita gente perdendo ponto, e o sobe-desce da tabela está sendo muito intenso, tirando o Coritiba que está bem praticamente desde o começo. O que isso vai refletir no final da competição, a gente ainda não sabe. Para não correr riscos, a gente quer chegar no final do campeonato com 64 pontos. Se gente em algum momento fizer uma conta de que precisamos de menos, vai nos dar uma tranquilidade maior

Ante de desembarcar na Colina, Pássaro teve projeção nacional ao trabalhar como executivo no São Paulo. O dirigente, inclusive, foi nome importante na contratação de Daniel Alves para o clube do Morumbi. O fim da passagem do jogador pelo Tricolor, no entanto, foi muito longe da forma como o advogado imaginava.

Questionado sobre a operação financeira que envolveu as tratativas com o atleta, Pássaro não se esquivou de dar sua versão.

“Essa questão do Daniel tem vários lados, e depende de qual você quer observar. Falando de trás para frente: a contração foi unanimidade entre todos. Inclusive entre o atual presidente do São Paulo, o Julio Casares, que à época era do conselho de administração do clube, que aprovava contas, e não reprovou o contrato. O Carlos Belmonte, que hoje é diretor de futebol, todos estavam comigo, com o Leco, com o Raí no palco quando o Daniel Alves por apresentado no Morumbi. Naquele momento praticamente todos sabiam dos valores, talvez não detalhes, e não houve nenhuma rejeição, muito pelo contrário”, afirmou Pássaro.

De acordo com apuração da reportagem de Eduardo Affonso, da ESPN, o acordo de rescisão firmado entre São Paulo e Daniel Alves prevê o pagamento de R$ 18 milhões aos quais o atleta já tem direito, mais parte do restante que ele teria para receber até o teórico final de seu contrato, em dezembro de 2022. O montante começará a ser pago em janeiro.

“Para analisar essa questão do Daniel Alves eu acho que a gente precisa colocar as coisas no seu devido lugar. Se eu perguntasse a qualquer um de vocês se o custo do Daniel Alves está entre os cinco, dez ou entre os 20 maiores do Campeonato Brasileiro, talvez dissessem que entre os cinco. É isso o que está sendo veiculado a todo o tempo. Mas que quero fazer uma conta de trás para frente. Vamos pegar, por exemplo, o Orejuela no São Paulo. No momento em que, ali no começo do ano, quando a dívida estava entre 10 ou 12 [milhões de reais] e que o São Paulo não pagou o Daniel Alves, ele pagou à vista no Orejuela R$ 13 milhões. Então foi uma questão de escolha”, disse Pássaro.

“Quero falar de exemplos por não ter as informações. Você assina um contrato de cinco anos, com um salário médio de R$ 450 mil. Então estamos falando a grosso modo de R$ 30 milhões, mais os R$ 13 milhões, mais comissão, deu R$ 50 milhões. E o custo do Daniel, se não me engano, era em torno de R$ 60 ou 65 milhões. A diferença do Daniel Alves para o Orejuela é de R$ 3 ou R$ 4 milhões por ano”.

“Se a gente pegar o Michael, do Flamengo, que foi comprado por 7,5 milhões de euros, nós estamos falando de R$ 45 ou R$ 50 milhões só da compra. Mais o salário dele, que é maior até do que esse de R$ 450 mil, ele vai ser um jogador de R$ 80 milhões”.

“O Daniel Alves era um jogador livre. Se nós tivéssemos dado 5 milhões de euros no Daniel, que é o valor que se pagou pelo Volpi, que o Flamengo pagou pelo Rodrigo Caio, que são valores até que dentro do cenário do futebol brasileiro, esses 5 milhões de euros representariam R$ 30 milhões e o custo do Daniel não seria de R$ 65 milhões, seria de R$ 35 milhões. Tem a questão de a gente colocar esse contrato dele dentro de uma perspectiva. Tem jogadores muito mais caros no futebol brasileiro, e inclusive dentro do São Paulo. Então essa história de que o Daniel seria impagável, eu não concordo. É questão de escolhas”.

Fonte: ESPN.com.br
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