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Fernando Diniz é apresentado pelo Vasco: “Não vim para um time da Série B, vim para o Vasco”

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Fernando Diniz foi oficialmente apresentado com novo treinador do Vasco. Nesta segunda-feira, após o treinamento, o técnico deu sua primeira coletiva em seu novo clube. Em sua primeira resposta, exaltou a grandeza da nova equipe.

– Não vim para um time de Série B, eu vim para o Vasco. O Vasco é um gigante. Dentro e fora de campo. Sempre se posicionou do lado certo da história. Tem muitas coisas no Vasco que me comovem. Estou muito feliz de estar aqui.

Fernando Diniz orienta time do Vasco em treino no CT Moacyr Barbosa — Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

Fernando Diniz orienta time do Vasco em treino no CT Moacyr Barbosa — Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

O primeiro contato com o grupo de jogadores foi no domingo. A estreia ocorrerá na quinta-feira, em Maceió, diante do CRB. Em décimo, com 32 pontos, o time de São Januário tem oito a menos do que o último integrante do G-4. Diniz diz não temer o desafio de fazer o Vasco subir para a Série A.

– Para mim certamente é motivo de empolgação. Me senti desafiado, e tenho prazer de estar no Vasco. Um time grande, gigante. O feeling, o que senti no coração foi de rapidamente acertar, e poder me apresentar e dar treinamentos. Tem o tamanho do Vasco, minha relação com o Vasco e o elenco que foi montado. Um elenco de bastante qualidade para todos juntos buscarmos o acesso.

Veja outros trechos da coletiva:

Sobre estilo de jogo
– Futebol é como a vida. É entrega total da minha vida, daquilo que eu sou. As coisas mais importantes são a coragem, a vontade e a solidariedade. Isso antecede o estilo de jogo. Para que aconteça precisa desses elementos. Que a coragem esteja presente, a vontade, e que a solidariedade estejam presentes.

– Quanto à contratação, a gente está vendo internamente. O elenco eu gosto muito. Um ou outro que trabalhei. Joguei contra e outros que quis levar e não consegui. Sobre modelo, tem coisas mais importante. O fato de eu gostar de ser mais ofensivo não muda a necessidade de saber se defender.

– Ao longo da minha carreira vou melhorando dia a dia. Toda vez que o time ataca muito bem, provavelmente vai estar se defendendo bem. A gente tem que saber atacar, de modo que consiga se defender. Nesse modelo vou apostar. Tem time que joga de maneira reativa e faz bastante gol. Tem time que joga com a posse e não consegue fazer tanto gol assim. A gente tem que achar uma maneira que o time consiga jogar bem, propor o jogo e que fique protegido, é o que a gente vai tentar fazer até o final do ano

Elenco do Vasco
– A bola mestra do meu trabalho é sempre escalar os melhores. Faz parte da história do Vasco. Pelo que conheço do Pássaro, do presidente, não só eu vou ter liberdade, como os treinadores que passaram aqui tiveram liberdade para escalar quem quisesse.

Sobre aspecto psicológico dos jogadores
– Esse trabalho é diário. Joguei futebol para aprender a ser técnico. Tenho foco grande no jogador, para que melhore como pessoa e como atleta. Sou muito feliz com os feedbacks que recebi. É a maneira que eu tenho de poder ajudar o clube e torcedor. Todos nós dependemos do que o jogador vai fazer. Se os jogadores conseguirem se motivarem e aplicarem o que sabem, a gente vai se dar bem. Eu vejo que o time tem potencial.

– O torcedor tem todo direito de criticar. A gente tem que trabalhar e conseguir a vitórias, para que o torcedor se alegre, é o que vamos fazer. Agora, vamos todos cantar de coração, trabalhar de coração e jogar de coração. Para que a gente consiga trazer o Vasco para primeira divisão.

Torcida no estádio
Estou ansioso para torcida voltar ao estádio. A torcida do Vasco tem algo especial no estádio. Como jogador, joguei muitas vezes contra o Vasco. Na década de 90, joguei contra uma das melhores formações. Aqui em São Januário me chamava a atenção a capacidade de a torcida empurrar o time, a maneira como cantava e vibrava. Tenho ansiedade para que a torcida volte.

– Ao mesmo tempo, a gente tem que ter um alinhamento social, como o Vasco sempre teve, daquilo que é melhor para sociedade. A gente tem que tomar cuidado porque a pandemia está aí, a gente tem que voltar e ter uma isonomia. A hora que os clubes tiverem um consenso para que todos tenham o mesmo direito. O torcedor no estádio às vezes facilita e até determina o resultado.

Goleiro jogando com os pés
– Quando cheguei no Athletico-PR, o Santos, que foi determinante para o ouro olímpico, falaram que o único goleiro que não jogaria comigo seria ele, porque ele não jogava bem com os pés. Com muito treino, ele evoluiu muito. Hoje, é notabilizado porque sabe jogar com os pés. A maioria das críticas aos goleiros têm a ver com o posicionamento. E nenhum time que joga comigo é obrigado a jogar por baixo.

Uso de jogadores da base
– É um dos alicerces. Sempre oportunizei aos meninos, mas nunca forcei a barra para o jogador jogar, nem o Miguel no Fluminense com 16 anos. A gente tem que ter serenidade e lucidez para lançar o garoto. Se lança na hora errada não ajuda o garoto nem o time. A gente tem que colocar os melhores para jogar. Tem muitos jogando, outros compondo elenco. Com certeza tem mais. É uma das base, mas não podemos focar que só os garotos vão resolver os problemas.

Projeção de pontos para o acesso
Não gosto de me preocupar com número. Meu número é fazer de tudo para ganhar os próximos 3 pontos. Nós temos que nos empenhar com energia não no próximo jogo, mas no treinamento.

Fonte: GE

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