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Castan comenta episódio da camisa do Vasco nas cores do arco-íris: “Fui teoricamente obrigado a vestir”

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Em sua primeira coletiva depois de muitos meses, além de abordar a vitória sobre a Ponte Preta e o momento do Vasco, o capitão Leandro Castan foi perguntado sobre um episódio polêmico. No dia em que o clube anunciou uma série de ações em apoio ao movimento LGBTQIA+, cuja principal homenagem seria enfrentar o Brusque com uma camisa nas cores do arco-íris, Castan fez uma postagem bíblica com o seguinte trecho “Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra”.

O Vasco venceu por 2 a 1 o Brusque em 27 de junho, e Castan vestiu a camisa alusiva à causa LGBTQIA+. Nesta quarta-feira, explicou se ficou incomodado ou não e deixou claro que usou o uniforme a contragosto.

– Eu sou o primeiro a respeitar a instituição e o torcedor. Tenho gratidão pelo Vasco. No momento no qual expus o que acredito, quando eu fui, teoricamente, obrigado a usar uma camisa, acho que algumas pessoas não gostaram. Mas eu respeito a todos e também acho que tenho de ser respeitado.

 

Castan e Jefferson Paulino em Vasco x Brusque — Foto: André Durão

Castan e Jefferson Paulino em Vasco x Brusque — Foto: André Durão

Castan também tratou de rechaçar qualquer tipo de atrito com Cano. Nas redes sociais, após o jogo, circulou a versão que houve um desentendimento em relação à homenagem feita pelo Vasco, cujo ponto alto se deu quando o argentino ergueu a bandeira do arco-íris ao comemorar o primeiro gol.

Sei que tem relação com o episódio do Brusque. Ficou marcado para mim. Eu, como cristão, processando a minha fé, é aquilo que eu penso. Não ficou nenhum desconforto. Muitos falaram que teve problema comigo e com o Cano. Não tivemos. E, se tivemos, resolvemos no vestiário. Não sei que tipo de capitão as pessoas estão acostumadas.

– Eu sou um capitão que resolve as coisas internamente. Não sou o cara que vai brigar na frente de todo mundo para querer aparecer. Tenho algumas referências, como Totti, do De Rossi, do Ronaldo e do Roberto Carlos. São líderes com os quais trabalhei. Procuro usar esses caras como espelho. É claro que não sou perfeito. Vou errar. A gente resolve as nossas coisas dentro de vestiário. Pode ter certeza de que aqui no Vasco nunca faltou cobrança e respeito.

Fonte: GE

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