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Hamilton liga exaustão após corrida na Hungria à suspeita de Covid longa


Já faz oito meses que Lewis Hamilton testou positivo para o coronavírus, em dezembro do ano passado, ausentando-se do GP do Sakhir. No entanto, o piloto, um dos protagonistas do GP da Hungria vencido neste domingo por Esteban Ocon, acredita que ainda sofre com a condição chamada de “Covid longa”, suspeita que revelou devido à grande exaustão que sentiu após a corrida no Circuito de Hungaroring e que o levou direto aos médicos da Mercedes depois de sair o carro.

– Fiquei tão exausto. Foi uma das experiências mais estranhas que tive no pódio. Tive muita tontura e tudo ficou meio borrado no pódio. Sério, eu tenho lutado o ano todo com a saúde, sabe? Depois do que aconteceu ano passado (Covid-19), ainda é uma batalha. Não falei com ninguém sobre isso, mas acho que está durando tempo demais – revelou o heptacampeão.

Lewis Hamilton apareceu desidratado no pódio do GP da Hungria — Foto: Florion Goga - Pool/Getty Images

Lewis Hamilton apareceu desidratado no pódio do GP da Hungria — Foto: Florion Goga – Pool/Getty Images

A Covid longa pode afetar um a cada dez pacientes, principalmente os que não foram hospitalizados. É mais recorrente em pessoas entre 35 e 49 anos, e tem como sintoma mais comum a exaustão, podendo registrar também névoa cerebral, enxaquecas, dores nos músculos, nas articulações e no peito, desordens cardíacas, erupções cutâneas e até mesmo problemas no ciclo menstrual.

Hamilton testou positivo para o coronavírus dias após o GP do Bahrein, quando já havia dado sinais de cansaço. Substituído em Sakhir por George Russell, ele se recuperou em tempo de participar do GP de Abu Dhabi, mas confessou em suas redes que a preparação física ficou mais difícil no pós-Covid.

Neste domingo, o heptacampeão largou na pole position mas caiu para 14º na relargada que sucedeu o incidente que tirou cinco carros da disputa. Ele conseguiu chegar em terceiro, e ainda pode herdar a segunda colocação caso a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) rejeite o recurso da Aston Martin para evitar a desclassificação de Sebastian Vettel, por não apresentar a quantidade mínima de combutível no carro.

Lewis Hamilton, da Mercedes, na coletiva pós-corrida do GP da Hungria  — Foto:  Hamad Mohammed - Pool/Getty Images

Lewis Hamilton, da Mercedes, na coletiva pós-corrida do GP da Hungria — Foto: Hamad Mohammed – Pool/Getty Images

Após a corrida, Hamilton se ausentou das entrevistas e foi levado até os médicos da Mercedes, que comunicou que piloto estava sofrendo cansaço e tonturas leves. Porém, ele se apresentou na coletiva pós-prova, na qual revelou que já tem sentido os sintomas há algum tempo:

– Lembro-me dos efeitos quando estava doente, e meu treino tem sido diferente desde então. Os níveis de fadiga são um verdadeiro desafio. Vou continuar me preparando da melhor maneira que puder. Talvez seja desidratação, não sei, mas definitivamente nunca tive essa experiência. Eu senti algo semelhante em Silverstone, mas isso foi muito pior.

Nesta segunda-feira, a Mercedes publicou um vídeo em que o heptacampeão garantiu estar se sentindo melhor, apesar do mal estar momentos após a corrida em um dia que classificou como difícil.

– Oi, pessoal. Só quero avisar vocês que estou bem. Com certeza foi um dia difícil, mas que resultado excelente para Esteban e Sebastian. Estou realmente feliz e orgulhoso pelo grande trabalho que eles fizeram, e por toda a equipe. Aos fãs que vieram aqui, muito obrigado por todo o apoio. Agora vou ter uma boa pausa de verão. Se cuidem, e vejo vocês em breve – disse Hamilton.

Além de Hamilton, Sergio Pérez e Lance Stroll, então companheiros na Racing Point em 2020, também testaram positivo para Covid-19. A prova deste fim de semana na Hungria pôs o heptacampeão da Mercedes de volta na liderança do campeonato de pilotos, à frente do rival Max Verstappen.

Fonte: Ge

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