'Extremamente frios', diz polícia sobre suspeitos de estuprar e matar menina indígena - ValeSeuClick.com - Notícias do mundo inteiro, em tempo real

‘Extremamente frios’, diz polícia sobre suspeitos de estuprar e matar menina indígena



As equipes da polícia no local onde o corpo de Raissa foi encontrado Foto: Reprodução

RIO — “Extremamente frios”. A afirmação foi feita pelo delegado Erasmo Cubas, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, sobre o comportamento dos cinco suspeitos que confessaram o estupro coletivo e o assassinato de uma menina indígena kaiowá. De acordo com a polícia, Raissa da Silva Cabreira, de 11 anos, foi jogada viva de uma pedreira perto da aldeia Bororó, comunidade onde morava em Dourados. O corpo foi encontrado nesta segunda-feira.

Um dos responsáveis é Elinho Arelavo, de 33 anos, tio da criança, e outro é Leandro Pinoza, de 20, aponta a investigação. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e foram levados para a penitenciária estadual de Dourados. Os demais envolvidos no crime, afirmou Cubas, são adolescentes — dois de 14 anos e um de 16. Eles estão na Unidade Educação de Internação, também em Dourados.

— Todos eles não demonstraram arrependimento. São extremamente frios. O tio chegou a ser debochado. Ele veio à delegacia, prestou depoimento e chegou a dizer que estava preocupado com a sobrinha. E mentiu. Só quando nós o apertamos foi que confessou — disse o delegado, adiantando que o tio abusava de Raissa desde que ela tinha 5 anos.

Entre os adolescentes, Cubas percebeu um com um perfil ainda mais frio do que o próprio tio:

— Ele não demonstrou um comportamento comum. Deu a impressão que ele foi quem comandou tudo.

Para o delegado, não há qualquer dúvida da participação dos cinco suspeitos na violência sexual e no assassinato de Raissa.

Pedido de socorro

O crime ocorreu no último domingo. Raissa foi arrastada por dois adolescentes, que a embriagaram. No caminho para a pedreira, onde estavam Leandro e outro adolescente, a menina gritou por socorro. O filho de Elinho viu e chamou o pai para ajudar. Quando ele chegou ao local, porém, se uniu aos demais.

— Os adolescentes não se intimidaram com a presença do tio porque sabiam dos abusos anteriores — disse Cubas.

Durante o estupro coletivo, a criança chegou a desmaiar. Ao acordar, ela ameaçou denunciar os cinco e, por isso, foi lançada da pedreira.

Aos policiais, os adolescentes negaram que tenham recebido dinheiro para cometer o crime. Mas o delegado não crê nisso:

— Acredito que eles receberam sim, até porque saíram da pedreira para comprar mais bebida.

O laudo de necrópsia confirmou que a menina foi estuprada. Além disso, havia marcas de esperma no corpo da criança. O material será submetido a um exame de DNA.

Fonte: O GLOBO

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