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Léo Matos celebra renovação com o Vasco e considera ‘privilegiado’


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Leo Matos comemora gol do Vasco contra o Flamengo, pelo Campeonato Carioca - Thiago Ribeiro/AGIF

Privilegiado. Essa é a palavra que resume o sentimento de Léo Matos por estar no Vasco, segundo o próprio. O lateral direito, autor de um dos gols na vitória sobre o Flamengo, renovou vínculo com o Cruz-Maltino e demonstrou misto de carinho e gratidão pelo que tem vivido em São Januário. Aos 35 anos, é um dos mais experientes do grupo atual e se tornou nome importante do elenco do clube que atravessa reformulação.

O novo vínculo do camisa 3 vai até o fim do ano que vem, mas sem alteração nos cofres do clube, como ele mesmo fez questão de ressaltar.

“Conversei com o [diretor de futebol Alexandre] Pássaro, e ele me solicitou uma renovação de contrato, mas colocou que, para o clube, ficava difícil manter o nível salarial porque o clube tem uma dificuldade financeira agora na arrecadação, em função do rebaixamento. Fizemos um acordo que o total que eu teria de receber até o final do ano, valeria até o final do que vem, com mais um ano de contrato. Basicamente, o Vasco não vai ter nenhum tipo de despesa maior comigo nos próximos dois anos. No meu ponto de vista, ficou bom para as duas partes”, disse ele, ao UOL Esporte.

“Quando decidi voltar para o Brasil, queria me aproximar da minha família, dos meus amigos, e também pelo desafio de jogar pelo Vasco. Não fazia sentido, depois de cinco meses, em função de um rebaixamento, modificar todos os meus planos. E também estou aqui todos os dias, estou vendo o esforço do novo presidente, do novo projeto para reconstruir o clube financeiramente e esportivamente. Me sinto um privilegiado de fazer parte do Vasco hoje. As duas partes têm de ceder um louco, então, essa renovação passou um pouco por isso”, completou.

O lateral chegou a São Januário em outubro, após indicação do técnico português Sá Pinto, que acabou demitido em dezembro. Ele não esconde que a mudança gerou certa insegurança, mas celebra que, no fim, a trajetória na Colina ainda esteja em curso.

“Sou muito seguro em relação a mim, à minha preparação e ao que posso oferecer, mas vou ser bem sincero, me causou um pouco de insegurança. Quando se troca treinador, um dos objetivos é causar um pouco disso nos jogadores, de que quem está jogando ter de mostrar e, quem não estava, buscar espaço. Cria-se uma competitividade, mas gera essa insegurança, como a troca de presidente e diretor, que aconteceu. Mas depois que vai conhecendo as pessoas que chegaram, vai se adaptando, vai ficando mais tranquilo e você vê que as coisas vão se encaixar. E aqui não foi diferente”, apontou.

Durante a reestruturação do elenco, muitos jogadores deixaram a Colina, mas Léo Matos ficou e, ao lado do zagueiro Leandro Castan e do atacante Germán Cano, se tornou um pilar do grupo.

“O Pássaro é um cara que tem um diálogo muito fácil com jogadores, é jovem, de mente aberta, e já trabalhou em clube com grande pressão [São Paulo]. Ele se adaptou muito rapidamente e passou segurança aos jogadores que aqui ficaram. E eu fui um dos experientes, entre aspas, escolhido para dar suporte a esse novo projeto. Tinham uns dez, ficamos eu, Castan e Cano. Eu me sinto privilegiado por estar aqui. Poderia estar em outro clube ou buscando outro clube porque o Vasco não quis ficar comigo”, afirmou.

Um dos jogadores que o camisa 3 tem como referência é um velho conhecido da torcida do Vasco: Felipe, que ganhou o apelido de Maestro, é o maior vencedor do Cruz-Maltino, considerando-se apenas torneios oficiais, e fez um pequeno Léo Matos, que é nascido em Niterói, ir a São Januário acompanhar um jogo do Campeonato Carioca:

“O carinho pelo Vasco já é de muitos anos. Já comentei anteriormente que, em 99, fui com um amigo do meu pai em São Januário para ver o Vasco jogar e, principalmente, o Felipe, que era o meu jogador favorito e sou fã até hoje. Foi um Vasco x Bangu, pelo Carioca. Até o Renato Gaúcho jogava no Bangu nessa época. Desde muito pequeno acompanho o Vasco, os jogadores como Edmundo, Romário e, principalmente, o Felipe, que foi em quem me inspirei. Sendo profissional aqui, trabalhando no dia a dia, vendo a força da torcida, por mais que não estejam no estádio… Para mim foi muito importante esse acerto com o clube.”

Foi da cabeça de Matos que o Vasco abriu o caminho para a vitória sobre o Flamengo, na última quinta-feira (15). O gol, por sinal, pode ser considerado “lei do ex”, uma vez que o lateral foi criado na base do clube da Gávea.

“Mais importante que o gol, para mim, foi a performance da equipe, que fica marcada. Para a gente vai virar a chave em questão de performance. Até conversamos sobre isso, que não podemos entregar menos do que foi a entrega desse jogo contra o Flamengo. A partir desse jogo, virou uma chave para grandes atuações. E o gol, para mim, teve um gosto especial por ter sido formado no rival. Tenho muitos amigos flamenguistas aqui na cidade, então, tive a possibilidade de tirar um sarro (risos). Foi especial”, ressaltou.

Apesar do balanço positivo, Léo Matos admite que ainda está se adaptando ao futebol brasileiro depois de anos na Europa — passou por Chornomorets e Dnipro, da Ucrânia, e PAOK, da Grécia. Neste processo também há uma autoavaliação em relação aos cartões, problema que o seguiu no início de caminhada no Vasco.

“Passa muito por uma análise minha, do que eu apresentei nos últimos meses aqui no Vasco e o que eu precisava melhorar para esta temporada. Estou me adaptando ainda ao futebol brasileiro. Aqui, joga com menos contato, e o jogador induz mais o árbitro ao erro também. Às vezes, há um encontrão e o jogador já cai rolando. Vai olhar, nem era para cartão. Joguei muitos anos fora. Juntando minhas passagens todas, foram 13 anos. Lá, não existe isso, e se o jogador começa a fazer, os próprios jogadores chamam a atenção. É uma cultura diferente; Preciso me adaptar a isso, mas estou tentando e tenho certeza que, daqui a pouco, já terei melhorado nessa questão”.

Veja outros tópicos da conversa:

UOL Esporte: Você foi companheiro do Léo Jabá no PAOK. Como foi o reencontro e como tem sido esse início de trabalho dele no Vasco?

Leo Matos: O Jabá é um jogador jovem, que tem muito talento. Foi formado no Corinthians, foi vendido para a Rússia, ficou um ano e o clube que a gente jogava [PAOK, da Grécia] comprou ele. Na primeira temporada dele, com 19, 20 anos, teve grandes atuações, era titular. Neste ano, ganhamos o Campeonato Grego e a Copa. Ele teve de fazer uma cirurgia e ficou quase um ano parado. Nesta volta, teve pouco espaço porque contrataram jogadores para a posição. Ele precisava de um clube que o acolhesse para ter mais oportunidade. Quando ele chegou lá, ajudei o máximo possível, traduzia as coisas, via questões relacionadas a casa, carro. Aqui não está sendo preciso ajudar tanto (risos), mas qualquer dificuldade, estendemos a mão. Nós, jogadores mais experientes, estamos aqui para isso também.

UOL Esporte: Você trabalhou com o Abel Ferreira no PAOK. Tem acompanhado a passagem dele pelo futebol brasileiro? Vocês mantêm contato?

Leo Matos: Não temos muito tempo para conversar. Ele é treinador e, com certeza, tem muito trabalho, antes e após os treinos. Quanto à passagem dele, com certeza, venho acompanhando. Vi alguns jogos, ainda mais por serem jogos decisivos. A passagem dele, ao meu ver, está sendo boa. Ganhou a Libertadores, sobre o Santos, e a Copa do Brasil, em cima do Grêmio, times difíceis. Agora, teve duas infelicidades nos pênaltis, mas são coisas que acontecem.
Fonte: UOL
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