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Horas diárias na Serra de Petrópolis, academia e 12 anos de relação: Pec se firma no Vasco


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O Vasco vive um momento de reformulação e poucos jogadores podem se considerar hoje titulares absolutos. Um deles é Gabriel Pec. Aos 20 anos, o atacante iniciou os oito jogos do time na temporada, vem tendo boas atuações e é o artilheiro da equipe, com três gols. Momento feliz que coroa uma longa relação de 12 anos, com vários obstáculos e muita insistência.

Gabriel Fortes Chaves, apelidado de Pec, por ter vindo do Petrópolis Esporte Clube, chegou ao Vasco aos 8 anos. No primeiro triênio, descia e subia diariamente a Serra de Petrópolis para treinar. As refeições eram feitas no carro, entre uma cidade e outra. Um esforço que acelerou a decisão da família de se mudar para o Rio de Janeiro, quando ele completou 11 anos.

– O Vasco fez amistoso em Petrópolis, me viram jogar e recebi o convite para jogar no clube. Inicialmente eu não acreditei. Demorou a fichar a cair. Meu pai é vascaíno, eu também. Foi uma emoção muito grande. A ficha só caiu quando comecei a treinar com grupo e passei no teste no primeiro dia.

– Vinha todos os dias para o Rio. Saia de Petrópolis por volta de meio dia, almoçava no carro, ia para o treino de campo, lanchava, ia para o fustal, jantava dentro do carro e dormia na volta, para ir cedinho no dia seguinte para escola e voltar para São Januário treinar. Levava 1h20 para ir e mais 1h20 para voltar. Com trânsito, podia levar até 2 horas (cada trajeto) – recorda Pec.

O esforço era recompensado pelo prazer de jogar no clube de coração da família e, por vez ou outra, conviver com ídolos. Pec recorda até hoje do encontro com Philippe Coutinho, logo que chegou ao Vasco, em 2009.

– Quando eu cheguei, o Coutinho era o menino mais falado no Rio. Antes do treino do futsal, ele veio tirar foto conosco. Guardo essa foto até hoje. Foi logo que cheguei ao Vasco, com 8 anos.

Pec conheceu Philippe Coutinho quando chegou ao Vasco, aos 8 anos e guarda o registro até hoje — Foto: Arquivo Pessoal

Pec conheceu Philippe Coutinho quando chegou ao Vasco, aos 8 anos e guarda o registro até hoje — Foto: Arquivo Pessoal

Ganho físico e volta à base

 


Encarar a serra de Petrópolis diariamente durante três anos não foi o único obstáculo de Gabriel Pec. Aos 11, ele e a família se mudaram definitivamente para o Rio de Janeiro, mas as dificuldades continuaram. Uma delas foi o porte físico franzino. Apesar do talento e dos gols, o atacante sofreu por ser muito magro quando chegou ao sub-20 e, principalmente, ao elenco profissional, pinçado por Vanderlei Luxemburgo em 2019.

Apesar de boas atuações no início, Pec perdeu espaço com as constantes trocas de treinadores e acabou esquecido. Treinava com o terceiro time e dificilmente era relacionado. Foi quando o Vasco optou por levá-lo de volta ao sub-20, no segundo semestre do ano passado, para seguir a formação e voltar a jogar.

Profissional que acompanhou de perto a transição de Pec entre o sub-20 e o time principal, Carlos Brazil, diretor executivo da base do Vasco, destaca o retorno à categoria inferior como fundamental para o atacante. Brazil acredita que subir em 2019 foi prematuro e se deu por uma necessidade e vê Pec mais maduro e preparado nesse momento.

– Temos que ser sinceros. Quando subiu (em 2019), o Pec veio para atender uma necessidade da equipe profissional, mas ainda não era o momento dele. Foi prematuro. Hoje, temos um processo melhor na transição. O Alexandre Pássaro (diretor de futebol) vem trabalhando isso conosco, com muita qualidade, e estamos melhorando muito esse processo. Mas naquele momento era uma necessidade. Ele oscilou como qualquer menino, é natural. Ele retornou à base, jogou competições importantes, voltou a ganhar confiança. E o trabalho de força que ele tinha começado no profissional, estando na estrutura do profissional, facilitou muito essa questão do ganho de massa muscular, além do amadurecimento natural dele – elogiou Carlos Brazil.

Gabriel Pec ganhou 4 quilos de massa magra em pouco mais de um ano — Foto: André Durão

Gabriel Pec ganhou 4 quilos de massa magra em pouco mais de um ano — Foto: André Durão

Pec acatou bem a decisão, que considera ter sido fundamental para seu crescimento e para um recomeço em sua trajetória no Vasco.

– Minha volta para base foi muito importante. O Vasco optou pela minha descida, aceitei de boa e trabalhei mais forte ainda para subir e provar que realmente posso estar aqui jogando no profissional do Vasco. Consegui lidar bem com isso.

– Quem bate aqui não quer descer. Mas percebi que precisava ganhar ritmo de jogo e não jogaria no profissional. Eu estava treinando com terceiro time. Os moleques da base me acolheram muito bem. O time sub-20 estava em campeonatos interessantes, na fase final do Carioca e da Copa do Brasil. Pude ajudar fazendo gols. Esses dois títulos foram muito importantes. Voltei mais maduro para o profissional

 

Além da volta para base, um outro fator foi determinante para o bom rendimento de Pec na volta ao elenco profissional. Desde que subiu, em 2019, o atacante passou a ter mais atenção em relação à parte física. Supervisionado por profissionais do clube, ele ganhou massa muscular e altura considerável em pouco mais de um ano.

– Desde a base sempre fui muito franzino, mas sempre marcava gols e fazia meu jogo. Mas fui subindo de categorias e foi ficando mais difícil. No meu primeiro ano de sub-20 foi bem difícil para mim, fiquei desanimado.

– Sei que tenho essa dificuldade na força física, mas isso me motiva a trabalhar mais e chegar cedo no clube para fazer academia. Ganhei 4 kgs de massa muscular e cresci 5 cm, desde que subi para o profissional. Isso tem me ajudado muito.

Momento artilheiro com Cabo

Encorpado, Pec tem mostrado serviço e ganhou pontos com a comissão técnica e com torcedor vascaíno. Para o atacante, as orientações de Marcelo Cabo também têm sido fundamentais para seu crescimento e faro de gols nessa temporada.

– Estou muito feliz com esse momento. O professor Marcelo Cabo já implementou um trabalho muito bacana, com um estilo de jogo que me sinto bem, participo mais, toco mais na bola. A gente tem que ficar com a bola na maior parte do jogo, e isso facilita. Ele me cobra muito para pisar na área, ele diz que atacante tem que fazer gols, e estou sendo feliz.

Fonte: GE

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