Vasco teria feito proposta pelo atacante Daniel, destaque do Sub-20 do Bahia


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O atacante Daniel, de 19 anos, foi um dos destaques do Bahia na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil sub-20 do ano passado. O planejamento inicial era de que o atleta fizesse parte do time sub-23, que disputará o Campeonato Baiano 2021. Porém, um impasse na renovação de contrato, que se encerrará em julho, mudou o destino do jogador. Na última semana, ele se reapresentou no Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, mas para treinar com o grupo sub-20.

Empresário de Daniel, Marcelo Pacheco contou, em conversa com o ge, que deve se reunir com o Bahia nos próximos dias para debater a renovação de contrato.

Daniel foi um dos destaques da equipe sub-20 do Bahia na última temporada — Foto: Rafael Machaddo / EC Bahia

Daniel foi um dos destaques da equipe sub-20 do Bahia na última temporada — Foto: Rafael Machaddo / EC Bahia

– Estou no Rio de Janeiro, devo ir a Salvador essa semana me reunir com o Bahia para construirmos a resolução do tema – disse.

A questão salarial é o grande entrave da negociação, e o Bahia ganhou um concorrente interessado na contratação do atacante. Em dezembro, o clube baiano fez uma oferta da ordem de R$ 4,5 mil de salário no primeiro ano, com reajuste para R$ 5,5 mil no segundo ano de contrato. A proposta previa ainda um acréscimo de 50% dos vencimentos vigentes após o jogador realizar cinco partidas pelo profissional, desde que ele atuasse em pelo menos 45 minutos de cada jogo.

Recentemente, o Vasco fez uma proposta de R$ 5 mil no primeiro ano e R$ 7 mil no segundo. Com prioridade na renovação, já que é clube formador, o Bahia fez uma nova oferta, com R$ 6 mil de salário em 2021 e R$ 8 mil a partir de agosto de 2022, além de um auxílio transporte da ordem de R$ 1 mil.



A nova oferta prevê outras condicionantes que podem impactar no ganho total do atleta. Assim como na primeira proposta, ele poderia ter reajuste de 50% caso atuasse em cinco jogos pelo profissional ou sub-23, desde que ficasse pelo menos 45 minutos em campo em cada partida. O acréscimo passaria a 100% do salário para o caso de Daniel atuar em mais cinco jogos (totalizando dez) por ao menos 45 minutos. Além disso, também havia bônus por partidas realizadas por Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil.

O empresário do jogador considerou a primeira oferta, feita antes da proposta do Vasco, um “insulto”.

– Em dezembro, o Bahia me procura e faz a proposta de R$ 4,5 mil no primeiro ano e R$ 5,5 mil no segundo. O Vasco enviou uma proposta ao Bahia para Daniel. A partir daí, o Bahia notificou a Daniel através da Federação Bahiana de Futebol, com essa proposta que se tornou pública, assinada pelo Sr. Victor Ferraz, mas não foi nos enviada antes da notificação nem sequer nunca falei com ele. Por ser o clube formador, o Bahia tem prioridade. Temos plena ciência. Não fizemos uma contraproposta ainda por considerar equivocada a condução das tratativas. Não tinha nenhuma necessidade de Daniel ser excluído do grupo de transição – disse Marcelo, ao se referir ao grupo de whatsapp de jogadores do sub-23, que Daniel fazia parte até o início deste ano.

– Não é invenção de empresário. É a realidade dos fatos. Por conta da proposta do Vasco, é que o Bahia notificou o atleta e a FBF, fazendo a oferta de R$ 6 mil.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Bahia informou que o clube segue interessado e em negociação pela manutenção do jogador.

Ruídos

Pacheco afirma que a indefinição sobre a renovação de contrato de Daniel se arrasta há pelo menos seis meses. Ele diz que o primeiro contato foi feito antes da disputa da Copa do Brasil sub-20. A primeira oferta do Bahia só foi feita na reta final da competição.

O empresário também afirmou que o clube desrespeitou uma norma da Fifa ao firmar o primeiro contrato com o jogador. Procurado pela reportagem, o clube afirmou que não iria se pronunciar sobre a acusação.

– Em setembro procurei o pessoal do Bahia e não tive retorno nenhum. O Bahia sabe que a Fifa não considera nenhum prazo de contrato superior a 36 meses, quando este foi assinado enquanto o atleta era menor de 18 anos. O atual contrato, por erro do Bahia, foi de 40 meses. Porém, no dia 1º de março, se questionado este contrato, a Fifa libera o atleta. O Bahia segurou o primeiro contrato profissional de Daniel que poderia ter sido feito com 16 anos, mas para pagar menos optou por manter mais um ano com contrato de formação. Um ano depois, negociamos o primeiro contrato profissional de três anos, seguindo o padrão Fifa, porém na hora de assinar colocaram um contrato de 40 meses. Questionei e me disseram que não teria problema pois o que valia era os 3 anos. Para o atleta não perder o prazo de inscrições nas competições deixaram assim.

– Eu entendo a paixão do torcedor, é pura emoção e isso é lindo… o amor incondicional pelo clube. Porém, o atleta tem família, responsabilidade e trabalha para crescer em todos os aspectos. Eu não posso permitir que isso lhe seja negado.

A falta de um acordo pela renovação de contrato de Daniel se tornou pública após uma entrevista coletiva concedida pelo técnico Dado Cavalcanti. Ao ser questionado sobre a não utilização do jogador, ele afirmou que o atacante só seria aproveitado após uma resolução das negociações.

– Dado, quando questionando, disse que não estava sendo utilizado por imbróglios. Daniel estava de folga e se apresentaria ao time de transição se não tivesse sido impedido. Ele não estava na rotina de trabalhos do grupo principal – contesta o empresário.

Natural de Salvador, Daniel está no Bahia desde a categoria sub-14. O atacante marcou dois gols na Copa do Brasil Sub-20 e outros cinco pelo Campeonato Brasileiro da categoria.

Fonte: GE

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