Candidato a presidente do Senado diz que não vai ‘passar pano’ em erros de governo




Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro e por partidos de oposição, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disse, em entrevista ao Jornal da CBN, que, se eleito, não vai ser subserviente ao Executivo, mas destacou que o momento é de promover a união do país em torno da vacinação e de medidas para estimular o crescimento econômico.

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é candidato a presidente do Senado. Foto: Roque de Sá / Agência Senado (Crédito: )

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é candidato a presidente do Senado. Foto: Roque de Sá / Agência Senado


O candidato do DEM à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou ao Jornal da CBN, que terá a oportunidade de promover uma unificação em torno de uma pauta comum, que inclui a vacinação em massa contra a Covid-19 e medidas que possam estimular o crescimento da economia.

“O que nós vamos buscar na presidência do Senado é ter esse tom de magistrado para poder permitir que as divergências convivam, que seja manifestadas. E, no final das contas, sempre na busca de consenso. Se nós não atingirmos o consenso em relação à deliberação de uma matéria A ou de uma matéria B, submeter ao crivo da maioria no plenário. Isso é muito simples, embora, aparentemente, complexo. É simples submeter para que a maioria decida, no Parlamento, sobre uma determinada matéria, alinhada ou não com o governo”, afirma.



Rodrigo Pacheco também disse que não vai ser subserviente ao governo caso assuma a presidência da Casa. Ele destacou, no entanto, que não vai deixar as discussões serem politizadas, sobretudo, por causa das eleições de 2022:

“No ambiente democrático, há divergências. Essas divergências, às vezes, derivam para atritos, às vezes mais ríspidos, mas não é passar a mão na cabeça de ninguém nem pano naquilo que esteja errado. Nós temos que apontar, ser crítico, tomar providência em relação àquilo que for equívoco. E há instrumentos colocados à disposição do Parlamento para essas providências. Agora, o que nós não podemos é descambar. A pretexto de se discutir uma coisa séria no país, politizar excessivamente isso, visando às eleições de 2022. Eu acho que isso não é honesto para o Brasil, especialmente num momento em que vivemos uma crise muito grave em decorrência da pandemia.”

Rodrigo Pacheco tem o apoio de partidos de oposição e do presidente Jair Bolsonaro. Ele concorre ao cargo com outros três senadores: Simone Tebet (MDB-MS), Major Olimpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). A eleição no Senado ainda não tem data definida, mas a expectativa é que o atual presidente Davi Alcolumbre faça o anúncio nos próximos dias.

Fonte: CBN

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