Vasco sofre sete protestos em um mês


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Integrantes de uma organizada do Vasco invadem treinamento no CT e cobram Sá Pinto e jogadores - Reprodução / Instagram
O ambiente no Vasco é pesado. Afogado na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o clube tem sofrido com cobranças e algumas têm passado do limite do tolerável. Entre faixas, pichações, intimidações e invasão, no total já foram sete protestos em menos de um mês.

O ponto alto aconteceu ontem (10), quando torcedores invadiram sem maiores dificuldades o centro de treinamento em Jacarepaguá (zona oeste do Rio) e ficaram cara a cara com jogadores e o técnico Ricardo Sá Pinto, que tomou frente no diálogo e saiu em defesa de seu elenco.

Nas imagens é possível ver que o grupo de torcedores acessa o local por um portão que estava aberto e não sofre maiores resistências. A informação extraoficial passada ao UOL Esporte sobre o episódio é de que eles teriam “se aproveitado de um momento em que a porta estava entreaberta”.

Alguns atletas ficaram surpresos e incomodados com a facilidade da entrada desta organizada. Como já haviam sido abordados anteriormente na semana passada na porta do local, há uma sensação de vulnerabilidade.

Em nota oficial, o clube repudiou a ação e disse já estar tomando providências.

Veja abaixo os 7 diferentes protestos em um mês:

Cobrança antes de jogo com São Paulo

Antes do jogo contra o São Paulo, em 22 de novembro, no Morumbi, um grupo de torcedores foi até a porta do hotel onde o Vasco estava hospedado e protestou quando a delegação embarcava para o ônibus que iria levá-la ao estádio. Foram ouvidos gritos de “time sem vergonha” e alguns jogadores foram xingados. A Polícia Militar estava no local e conteve os ânimos.

Jogadores abordados na porta do CT

Na véspera do jogo decisivo contra o Defensa y Justicia (ARG), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, uma organizada foi até o centro de treinamento do Vasco e abordou os jogadores que chegavam ao treino. Alguns foram obrigados a descer de seus veículos e ouvir as cobranças rodeados pelo grupo de torcedores, casos dos atletas Leandro Castan, Fellipe Bastos, Ribamar, Yago Pikachu, Henrique, Marcos Júnior, entre outros. A Polícia Militar esteve no local e conteve os ânimos.


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Protesto antes, durante e após eliminação

No dia do duelo com os argentinos, que aconteceu em 3 de dezembro, torcedores protestaram antes, durante e depois da partida que culminou com derrota do Vasco por 1 a 0 e eliminação na competição.

Antes de a bola rolar, uma faixa foi estendida no portão principal de São Januário com o dizer: “Golpello, o pior presidente da história. Doutor Pinóquio”, fazendo uma alusão ao fato do mandatário ser médico ortopedista.

Após a partida, com a revolta diante do resultado, este grupo de pessoas se dirigiu para o portão onde costumeiramente os jogadores vão embora com seus veículos e iniciaram os protestos. A Polícia Militar entrou em ação e houve confronto que se estendeu pelas vielas da comunidade Barreira do Vasco, vizinha ao estádio.

CT pichado

Durante a madrugada após a eliminação, o centro de treinamento de Jacarepaguá — inaugurado recentemente com a doação de torcedores — foi pichado com as frases: “time sem vergonha” e “fora, Ribamar”. Naquela noite, o atacante teve uma má atuação e perdeu grandes oportunidades de gol.

Protesto no embarque

No embarque da equipe para Porto Alegre (RS), onde acabou sendo goleada pelo Grêmio por 4 a 0, no último domingo (6), a delegação do Vasco também sofreu com protestos de uma organizada no aeroporto internacional do Rio de Janeiro:

Cobrança no CT

Na última segunda-feira (7), uma organizada foi ao centro de treinamento e alegou ter feito cobrança aos jogadores e a integrantes da comissão técnica, algo não confirmado. Na mesma ocasião, também estenderam uma faixa no muro do local com a frase: “Situação e oposição, enquanto vocês brigam, o Vasco sofre”.

Invasão e intimidação

Ontem, ocorreu o episódio mais tenso, quando uma organizada invadiu o CT, abordou jogadores e o técnico Ricardo Sá Pinto dentro do gramado, e fez cobranças e intimidações. Alguns atletas foram cobrados pessoalmente, casos de Leandro Castan, Yago Pikachu, Marcos Júnior, Ribamar e Talles Magno, que ouviu de um integrante do grupo uma ameaça de vazamento de fotos — o conteúdo não foi revelado.

Protestos não têm surtido efeito

A teoria de que protestos surtem efeito não tem valido na situação do Vasco. Desde o início destas sete manifestações, o Cruz-Maltino entrou em campo cinco vezes e não venceu nenhuma. Foram dois empates e três derrotas, sendo duas delas goleadas, contra Ceará (4 a 1) e Grêmio (4 a 0). Neste meio tempo ainda houve a eliminação na Copa Sul-Americana para o Defensa y Justicia (ARG).

Houve invasões nos anos dos rebaixamentos

Outros exemplos da não-eficácia deste tipo de ação aconteceram nos anos em que o Vasco foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2008, 2013 e 2015 também ocorreram invasões ao treinamento da equipe:

Fonte: UOL

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