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Jogador do vasco não esconde paixão pelo Cruz-Maltino e prepara museu em casa



Camisas, troféus, quadros e muito Vasco: Fellipe Bastos prepara museu de histórias em casa
Camisas, troféus, quadros e muito Vasco: Fellipe Bastos prepara museu de histórias em casa

Bruno Giufrida

Sabe aquele espaço sobrando em casa, com o qual você não sabe exatamente o que fazer? Fellipe Bastos, graças a uma ideia da esposa Rafaela, está transformando uma espécie de quarto em museu. Isso mesmo: o volante, declaradamente apaixonado pelo Vasco, está reunindo fotos, camisas, troféus, medalhas e muitas histórias em um cantinho mais do que especial.

O “museu de Bastos” terá de tudo um pouco. Camisas de adversários que enfrentou, fotos de quando ainda era criança e já jogava futsal e medalhas, mas principalmente Vasco. Um item, inclusive, já pode ser considerado “amuleto”. Na última semana, Fellipe Bastos recebeu um quadro da comemoração do seu primeiro gol pelo Cruz-Maltino, em 2010, na vitória sobre o Ceará.

Curiosamente, dias depois, no último domingo, Fellipe Bastos voltou a marcar com a camisa do Vasco. Desta vez, fez o segundo gol do time comandado por Vanderlei Luxemburgo na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, em São Januário, e ficou alguns dias sem dormir. Isso já tinha acontecido antes, mas por um motivo não tão bom.

Fellipe Bastos perde gol incrível, aos 43' do 2ºT

Fellipe Bastos perde gol incrível, aos 43′ do 2ºT

– O que eu perdi contra o Avaí foi o gol mais perdido na minha carreira. Eu fiquei uns quatro, cinco dias sem dormir pensando naquela oportunidade que eu tinha desperdiçado. Estávamos ganhando por 1 a 0 e isso iria me dar mais sequência. Essa semana eu também não consegui dormir, mas dessa vez foi porque eu fiz o gol. Como eu estava há muito tempo sem marcar eu fui dormir muito tarde porque queria agradecer a todo mundo. O importante é que agora o sono não veio por um motivo bom (risos) – disse Fellipe Bastos.

Gol do Vasco! Fellipe Bastos chega como elemento surpresa e aumenta aos 36 do 2º tempo

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Com o museu ainda em construção, o volante do Vasco abriu sua casa para a reportagem do GloboEsporte.com e explicou um pouco da relação com o clube, se é que é possível explicar uma relação que sequer vem de pai ou mãe, mas simplesmente aconteceu.

– Era um sonho de criança jogar no Vasco. Depois que se realiza, depois de estrear com gol, você vai vivendo um sonho. O torcedor começar a te elogiar, a te reconhecer por aquilo que você faz. Eu fui me identificando cada vez mais. Saí, voltei, depois saí de novo e nessa volta eu falei: vou voltar para casa. É onde me sinto bem, em casa de verdade, e identificado. Completei 150 jogos contra o Inter e eu pretendo continuar aqui. Pretendo continuar, conquistar títulos, fazer o Vasco de novo grande e forte.

Camisas de Fellipe Bastos e, ao fundo, quadro "da sorte" — Foto: Bruno Giufrida

Camisas de Fellipe Bastos e, ao fundo, quadro “da sorte” — Foto: Bruno Giufrida

Fellipe Bastos, assim como Ramon, estava no elenco do Vasco em 2011 e foi campeão da Copa do Brasil ao lado de Fernando Prass, Dedé, Allan, Felipe, Juninho e companhia. Com as histórias frescas na memória, o volante tenta repassar a receita do sucesso para os recém-chegados.

– Brincávamos no ônibus: “de quanto vamos ganhar hoje?”. O Vasco precisa resgatar isso. Não de soberba, nada disso. Estou falando de um clube grande, um clube forte. A gente passa isso para os jogadores que chegaram, para os jogadores que estão subindo. O Vanderlei (Luxemburgo) sempre fala que o Vasco é grande. A gente precisa ter a consciência de que jogamos num clube enorme, que temos todas as dificuldades, mas que podemos fazer um Vasco diferente – completou.

Veja outros trechos da entrevista com Fellipe Bastos:

Relação com a torcida

– É um caso de amor e ódio, de verdade. Muitas das vezes me amam. No jogo contra o Avaí, por exemplo, eu fui execrado, mas isso acontece. São coisas que acontecem. Eu entendo o torcedor, porque fui torcedor. E eu também me cobrei muito por isso. Eu entendo o torcedor por ter a desconfiança por eu não estar jogando e fazendo o que já fiz. Mas quando fui entrar no jogo domingo, uns falaram “não, não, não” e outros me apoiaram. Aí me apego nessa pessoas que me apoiam. O Vasco é isso, cara. Uma coisa que tem dentro de mim. Eu canto as músicas, eu gosto das músicas da torcida. Eu tento ser um torcedor.

Titularidade

– Eu vou buscar sempre o meu espaço. O Vanderlei conversa comigo e me fala que vou ter oportunidade. Eu sou muito feliz, muito alegre, mas também muito concentrado naquilo que eu faço. E eu venho buscando meu espaço, oportunidade. Uma hora vai surgir. No treino dou minha vida mesmo.

Fellipe Bastos mostra camisa comemorativa de jogo 100 — Foto: Bruno Giufrida

Fellipe Bastos mostra camisa comemorativa de jogo 100 — Foto: Bruno Giufrida

Está satisfeito só de estar no Vasco, mas na reserva?

– Com certeza, não. É lógico que estou satisfeito por participar, mas quero participar efetivamente dentro de campo com gols, passes, roubadas de bola, ajudando meus companheiros. É algo que eu tenho na minha cabeça e quero.

A ideia do museu

– A ideia surgiu da minha esposa. Guardar a história, né. A história que tenho desde quando comecei. Botar fotos, medalhas, troféus. Fazer um cantinho meu dentro de casa, onde me sinto à vontade. Eu subo aqui de vez em quando e fico olhando. Até para reviver isso. Por mais que agora eu não esteja jogando tanto, eu venho aqui e falo: “realmente, já fiz coisas grandes por grandes clubes”. Isso também me ajuda muito no meu psicológico.

Fellipe Bastos e quadros com imagens da carreira — Foto: Bruno Giufrida

Fellipe Bastos e quadros com imagens da carreira — Foto: Bruno Giufrida

Inauguração do museu

– Boa ideia. Eu gosto de festa. Vou fazer inauguração. Gosto de festa, adoro um pagode, um samba. Ganhamos do Fluminense, aí eu já tinha marcado um churrasco, né. Paguei o churrasco antes, mas quando paga o churrasco antes você fica: “vamos esperar o jogo”. Aí eu falei para a minha esposa fazer para 30 pessoas só. Pouca gente.

– Ganhamos o jogo, uma alegria do caramba dentro do vestiário. No meio da roda, falei: “está todo mundo convidado para ir lá em casa”. Aí saí do vestiário, fui encontrar ela e pedi para comprar mais carne. Deu umas 100 pessoas (risos). Na hora que o Flu fez o gol, eu só botava a mão na cabeça… E o churrasco? Não ia dar para fazer churrasco. Pode ver que no segundo gol, acho, eu invado o campo, abraço o Sidão. Além de estar feliz pela vitória, estava salvando meu churrasco.

Fonte: Globoesporte.com


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