Conselho do Vasco é convocado para discutir antecipação de cotas de TV




Presidido por Eurico Miranda, o Conselho de Beneméritos do Vasco foi convocado para se reunir na segunda-feira, em São Januário, para discutir dois pedidos de Alexandre Campello, presidente do clube. Em pauta estão a antecipação de cotas de TV e revisão dos preços dos títulos de sócios proprietários e taxa de admissão de sócios gerais (confira íntegra da convocação abaixo). Ainda há a necessidade de passar pelo Conselho Deliberativo, com o parecer dos Beneméritos, antes de efetivação ou não das solicitações – o que deve ocorrer ainda neste mês.

Na questão das receitas oriundas com os direitos de transmissão dos jogos pelo Grupo Globo, de acordo com o último balanço publicado pelo Vasco, 92,4% de 2018 já estava comprometido, 63,4% de 2019, 32,4% de 2020 e 18,4% de 2021. Não está definido o percentual desta vez, a primeira da gestão de Alexandre Campello para o assunto – isto ocorrerá somente após discussão nesta reunião. A expectativa nos bastidores, porém, é a de que percentuais relativos apenas até 2020 sejam utilizados para que não atrapalhe a próxima gestão do Vasco.



Já a questão de revisão dos preços de sócios proprietários e gerais já estava no radar de Alexandre Campello há alguns meses. Os valores de R$ 2.500 para o título de sócio proprietário e R$ 2.000 de taxa de admissão de sócio geral, praticados desde o primeiro dia de março, não aumentaram o quadro societário do Vasco como era esperado pela diretoria. A expectativa é a de que os valores reduzam em mais de R$ 500, com também uma maior facilidade de pagamento, abrindo a possibilidade de parcelamento em mais vezes.

Este cenário é provocado pela necessidade de manutenção financeira do Vasco. Em decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) do mês passado, ocorreu a autorização para o Vasco usar R$ 28.621.665,16 depositados judicialmente em quitação de débitos fiscais em aberto de 2017 ao início de 2018 (confira a íntegra da decisão abaixo). O TRF-2 apontou também justificando o ato que com isto, o Vasco recupera as certidões necessárias para poder receber os R$ 7 milhões “presos” do patrocínio de 2017 com a Caixa Econômica Federal, e possível renovação de contrato com a mesma entidade.



Internamente, o Vasco acredita que os efeitos da autorização do TRF-2 ocorram até outubro, apenas quando seria possível recuperar o dinheiro do patrocínio master do ano passado com a Caixa, já que sem as certidões, o clube não pode receber verba oriunda de estatais. Por isto, com a necessidade de dinheiro imediato, a antecipação de cotas de TV foi vista como melhor caminho. Vale lembrar que o Vasco segue negociando com o Banco Inter para a área master, mas sem prazo para conclusão – e enquanto isto, espaço segue vazio. Na última terça, fechou com a empresa Zoom para acima do número nas costas.

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Fonte: Terra.com

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