Hora da verdade: seis coisas que Corinthians ainda tem para resolver antes de clássicos e Libertadores


O Corinthians completa, nesta segunda-feira, exatos 47 dias de trabalho desde que se reapresentou para a temporada. Apesar do pouco tempo, o jogo contra o Red Bull, às 20h, pela oitava rodada do Campeonato Paulista, será o último antes de uma sequência para lá de importante nos próximos dias, com a estreia na Copa Libertadores no meio de dois clássicos.

Como era de se esperar, contudo, o time não está pronto. Entre as soluções que o técnico Fábio Carille ainda precisa encontrar, há questões da defesa ao ataque, e o calendário joga contra. Depois do compromisso no Moisés Lucarelli, em Campinas, virão: Palmeiras no próximo sábado; Millonarios, na Colômbia, dia 28; e o Santos em 4 de março.


Veja o Corinthians precisa encaixar até lá:

Esquema

Contra o Red Bull, Carille deve retomar o esquema 4-2-3-1, consagrado na última temporada com os títulos paulista e brasileiro. Jadson, que começou bem a temporada atuando centralizado, ao lado de Rodriguinho, provavelmente dará lugar a Camacho, em tentativa de melhorar o time defensivamente, mas mantendo a qualidade no passe para criar.

O Corinthians começou o ano armado no 4-1-4-1, o que até pareceu promissor, mas o desempenho caiu nos últimos jogos, fazendo Carille repensar sua estratégia às vésperas da difícil sequência que se avizinha. A expectativa é que, com o esquema já consolidado em 2017, os jogadores retomem melhor nível de rendimento. Resta ver na prática.


Juninho Capixaba

O novo lateral-esquerdo alvinegro é outro que começou bem, mas caiu de desempenho. A principal preocupação é na defesa, onde Juninho ainda não parece totalmente adaptado à forma que o Corinthians atua. Carille já identificou o problema, tem feito trabalhos específicos com o atleta e aposta que, ao longo de 2018, o ex-jogador do Bahia evoluirá.

Bolas aéreas

Nas derrotas para Santo André e São Bento, o Corinthians sofreu tentos de cabeça. O fundamento tem preocupado desde o ano passado e segue sem solução. Na última partida, Carille tentou, inclusive, uma troca na dupla de zaga, com a entrada de Henrique no lugar de Pedro Henrique, mas veio o gol na bola parada.

Um gol a cada 8,8 chutes

Uma estatística que mostra que o Corinthians de 2018 é menos sólido defensivamente do que o de 2017, mesmo no início da temporada, é o número de finalizações que os adversários têm necessitado para marcar. No último Paulista, o time de Carille foi o melhor no quesito, sofrendo um gol a cada 19,5 chutes. Agora, a média é 8,8, uma das cinco piores do Estadual.

Passes errados

Outro fator que sempre incomodou o técnico do Corinthians. No revés contra o São Bento, foram mais de 700 tentativas de passe na Arena, segundo números do Trumedia, banco de dados da ESPN, e apenas 591 completados. Uma proporção de erros similar ao que já havia acontecido na derrota para a Ponte Preta e também nos momentos que a equipe mais sofreu no ano passado.


O veterano Danilo é visto por Carille como a principal alternativa para o setor, mas já, aos 38 anos, não parecer ser uma solução definitiva. Outras opções seriam a improvisação de Emerson Sheik ou Lucca, mas o técnico ainda não indica esse caminho. Já o jovem Carlinhos apresenta deficiências nos treinamentos, e a tendência é que seja emprestado.
A entrada de Camacho é uma tentativa de melhor essa marca, já que, teoricamente, o time ganha um jogador de bom passe já na primeira linha de construção. É preciso traduzir isso, contudo, também em criação, já que, nas partidas em que tem mais a bola no pé, o Corinthians tem sofrido – foi assim em 2017 e também tem acontecido neste início de 2018.

Centroavante

O problema que todo torcedor identifica com facilidade no Corinthians: com a saída de Jô, a equipe sofre para encontrar um centroavante. Kazim começou como titular, mas não agradou, sem ser efetivo nem mesmo no que seria sua melhor característica, atuando como pivô. Já Júnior Dutra, mais móvel, desde que ganhou a vaga, também não convence.

Fonte:ESpn.com


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