Baleado, menino é encontrado vivo perto de mãe e irmãs mortas em ataque no Texas


Ryland Ward em foto com suas irmãs e sua mãe – Reprodução Facebook

SUTHERLAND SPRINGS, EUA — Um menino de 5 anos foi encontrado pela sua tia agarrado a um banco depois que a mãe e duas irmãs foram mortas na sua frente durante o ataque a uma igreja no Texas, onde o atirador, Devin Patrick Kelley assassinou 26 pessoas. Ryland Ward estava na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs junto com a mãe, Joann Ward, e as irmãs, Brooke Ward, de 5 anos, Emily Garza, de 7, e Rihanna Garza, de 9. O menino foi baleado quatro vezes no estômago, virilha e braço.


Assim como sua irmã Rihanna, Ryland sobreviveu e seu estado de saúde é estável. Ele está internado num hospital de San Antonio. A sua tia, Leslie Ward, contou ao “New York Daily News” que ela correu para a igreja assim que ouviu o barulho dos tiros de sua casa, que fica a alguns quarteirões distante do local.

— Encontrei meu sobrinho e só havia corpos em todo o lugar. Não era o que eu queria ver, mas eu não me preocupei, eu só queria encontrar minha família — Leslie contou à imprensa americana.



Michael Ward, tio de Ryland, contou ao “Dallas Morning News” que se preocupou com a vida de seu sobrinho após tirá-lo da igreja e o menino ser transportado de helicóptero para o hospital na cidade vizinha. O pai do menino, Chris Ward, também correu descalço em direção à igreja depois de receber notícias do ataque.

 

Ryland Ward, de 5 anos, foi baleado quatro vezes em ataque a igreja no Texas – Reprodução

O atirador, um ex-professor de escola dominical da igreja, entrou no templo e começou a disparar contra os fiéis. Entre os mortos está a filha de 14 anos do pastor Frank Pomeroy, disse a família a diversas emissoras de televisão. Um casal, Joe e Claryce Holcombe, disse ao Washington Post que perdeu oito familiares, incluindo uma grávida e três crianças.

Johnnie Langendorff e outro morador da cidade, que não foi identificado, perseguiram o atirador quando ele deixou a igreja. Os dois conquistaram a admiração da pequena comunidade e agora são considerados heróis. Segundo a imprensa local, Langendorff parou por acaso no cruzamento da igreja onde o tiroteio acabara de acontecer quando viu a troca de tiros.



— Vi dois homens trocarem tiros, um deles era da nossa comunidade. Ele veio até o meu carro muito perturbado e me contou rapidamente o que tinha acontecido. Ele entrou no meu carro e eu soube que era hora de acelerar — relatou Langendorff.

Langendorff e o outro morador viajaram a mais de 150km/h perseguindo o atirador, enquanto estavam no telefone com serviços de emergência. Logo depois, o suspeito bateu seu veículo perto da fronteira com um distrito vizinho e foi encontrado morto com diversas armas.

— Levamos a polícia até ele — garantiu Langendorff.



EXPULSO DAS FORÇAS ARMADAS

Kelley foi expulso das Forças Armadas por agredir a sua mulher e seu filho em 2012. A porta-voz da Força Aérea americana, Ann Stefanek, confirmou à agência Associated Press que Kelley ficou confinado por um ano em função do ataque aos parentes e, como resultado, foi vetado da organização por má conduta. Stefanek destacou que Kelley serviu na área de logística da Base Aérea de Holloman, no Novo México, de 2010 e 2014, quando foi expulso. Ele era responsável pelo transporte militar de passageiros, carga e pertences.

Autoridades relataram que Kelley viveu no subúrbio de San Antonio e que o atirador não parece ter elo com grupos terroristas organizados. A polícia agora investiga se ele tinha parentes na igreja e se participava de alguma milícia. Os investigadores vasculham as redes sociais do americano, que acabou morto na ação, para saber o que ele pode ter feito nos dias anteriores ao ataque. Em uma das imagens ele parece mostrar uma arma semiautomática AR-15.

Fonte: O Globo


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